Olho preguiçoso… «aquele que não quer ver»
Ambliopia e estrabismo Uma pergunta bastante frequente é se o estrabismo leva à ambliopia ou se acontece o inverso. Nesta questão, Armando Garcia é peremptório:
«Discutir se é o estrabismo que leva à ambliopia ou o oposto pode ser tão esclarecedor como tentar saber se foi o ovo ou a galinha que surgiram em primeiro lugar! As duas condições andam na maior parte das vezes associadas. Embora em muitos casos seja impossível determinar o ponto de partida, existem casos em que é possível reconhecer a evolução dos acontecimentos. Por exemplo, um recém-nascido que nasça com uma catarata congénita e que não seja tratado atempadamente ficará amblíope do olho afectado e mais tarde desenvolverá um estrabismo nesse olho.»
No que respeita à eficácia dos tratamentos, o Dr. Armando Garcia classifica-a em dois tipos distintos: A obtenção de resultados funcionais e os resultados estéticos.
O melhor resultado funcional ocorre quando o olho amblíope recupera a acuidade visual. Habitualmente, esta situação é acompanhada pela cura do estrabismo associado. Infelizmente, nem sempre se consegue obter este resultado e as causas são várias, conforme nos diz o especialista:
«Um diagnóstico ou tratamento tardios, o não cumprimento do tratamento programado, um estrabismo que surge antes dos dois anos de idade ou a existência de lesões orgânicas graves, como a catarata congénita unilateral, tumores ou doenças da retina, são das causas mais frequentes do insucesso total ou relativo do tratamento.»
Quando já não é possível recuperar a acuidade visual do olho amblíope, o especialista refere que «o objectivo pode apenas ser a obtenção de uma correcção estética do olho estrábico, ou seja, obter o alinhamento dos dois olhos. Geralmente, nestas situações, a cirurgia, por vezes dos dois olhos, torna-se necessária».
Cuide dos seus olhos. Afinal, eles são as janelas da alma!
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