Objectivo: reduzir a tensão arterial. O coração agradece
Alimentação na prevenção da HTA
«Os maus hábitos alimentares desempenham um papel fundamental no aparecimento da hipertensão, já que influenciam no peso», garante a Dr.ª Elsa Feliciano, assessora de Nutrição da Fundação Portuguesa de Cardiologia, salientando ser imprescindível a mudança na alimentação.
«Os obesos e pré-obesos devem perder peso e para isso devem recorrer a estratégias bem definidas», aponta a nutricionista, prosseguindo:
«Tem de se instituir um plano alimentar individualizado, com uma redução do valor calórico adequada, fraccionado em 5-7 refeições diárias, variado, satisfazendo as necessidades de todos os nutrientes e adaptado à vida do doente, bem como actividade física – regular e adequada ao doente. Também deve ser estimulado o exercício não estruturado, isto é, subir as escadas em vez de ir de elevador ou andar mais a pé.»
O consumo excessivo de sal é outra causa do aumento da pressão arterial e nas mesas portuguesas é um convidado raramente ausente.
«É recomendável que a ingestão diária de sódio não ultrapasse os 5 g/dia. Mas, no nosso País estima-se que o consumo médio seja de 12-18 g/dia», revela Elsa Feliciano, que aconselha:
«Para substituir o abuso do sal na culinária deveria haver recurso a outros condimentos, tais como o sumo de limão, as ervas aromáticas ou o vinho branco. Também não se deveria utilizar o saleiro na mesa.»
Além do tempero na confecção dos pratos, é necessário considerar os alimentos com elevado teor de sódio, como seja os produtos alimentares pré-cozinhados, as refeições preparadas, os folhados e, entre outros, os produtos de charcutaria.
Como a acompanhar os alimentos sólidos estão as bebidas, Elsa Feliciano recomenda: «Deve-se consumir águas leves e pobres em sódio, evitar beber bebidas alcoólicas em excesso e ter atenção às bebidas estimulantes como o café e o chá.»
Benefícios do leite fermentado
O Dr. John Athanatos, investigador da Unilever de Londres esteve presente workshop Progressos na Prevenção da Hipertensão Arterial para apresentar os benefícios do leite fermentado com péptidos bioactivos na redução da tensão arterial.
Desde a década de 50 que a comunidade científica associa a ingestão de gorduras saturadas à incidência das doenças coronárias. Nessa época, vários especialistas sugeriram que a Unilever desenvolvesse um produto com um perfil lipídico adequado à prevenção de alguns factores de risco para as doenças cardiovasculares.
Após largos anos de investigação foram lançados para o mercado produtos alimentares com tais características, pertencentes à gama Becel pro.activ. Em 2005 surgiu o leite fermentado com péptidos bioactivos.
«Foram realizados mais de 20 ensaios clínicos com péptidos durante os últimos 10 anos. Nas populações europeias, as pesquisas que incluíram 6-7 mg de péptidos conduziram a reduções de 2 a 7 mmHg na tensão sistólica e de 1 até 4 na tensão diastólica, em comparação com o grupo que recebeu o placebo», disse John Athanatos, que salientou:
«Na maior parte dos estudos constata-se que o efeito da redução da HTA é notório após duas semanas de consumo diário e atinge um nível estável depois de quatro a seis semanas.»
O leite fermentado com péptidos bioactivos é ideal para integrar uma alimentação saudável e ajuda a manter a saúde cardiovascular, já que é recomendado para quem necessita controlar a tensão arterial. Não deve, contudo, substituir os medicamentos anti-hipertensores, quando se justificam. Mas, poderá ser usado em associação.
Megacção de rastreios
A Praça da Figueira, em Lisboa, foi palco de rastreios às doenças cardiovasculares. Decorreram durante todo o dia sob o lema «No Dia dos Namorados, Cuide do seu Coração», foram promovidos pelo Clube Rei Coração, um projecto da FPC, e contaram com apoio do Instituto Becel.
Acederam ao local 350 indivíduos, onde enfermeiros e nutricionistas avaliaram a saúde do coração através da medição da tensão arterial, do cálculo do índice de massa corporal e do perímetro abdominal.

