O que fazer para evitar os efeitos da poluição atmosférica?
Pela primeira vez na História da Humanidade, mais de metade da população do planeta vive em cidades, prevendo-se que essa proporção continue a aumentar até 2050. Tal origina um grave conjunto de problemas, sendo a má qualidade do ar que se respira um dos principais. A OMS aponta para 1,5 biliões de pessoas expostas a níveis de poluição acima dos recomendados, e para 1,2 milhões de mortes devidas à poluição atmosférica outdoor e 2 milhões em consequência da poluição indoor (2004).
Nas cidades dos países desenvolvidos a poluição atmosférica provém sobretudo dos veículos motorizados. Porém, nas cidades dos países em desenvolvimento, também desempenham um papel importante as indústrias poluidoras que, em grande número, ainda se localizam nos espaços urbanos.
A lista das cidades mais poluídas do mundo é encabeçada por cidades com estas características: Cairo, Nova Deli, Calcutá, Jacarta e Cidade do México. A poluição automóvel é constituída essencialmente por óxidos de carbono e de azoto que, sofrendo uma acção fotoquímica da radiação solar, se transformam num smog fotoquímico muito agressivo, contendo gases como o ozono e compostos orgânicos e inorgânicos solúveis em água. Estas substâncias químicas são extremamente irritantes, provocando inflamação das mucosas dos olhos, nariz e brônquios.
São, sobretudo, crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios crónicos que mais sofrem com esta forma de poluição. Daí ser importante saber-se quais os procedimentos que estão ao nosso alcance para minorar os efeitos da poluição atmosférica.
Em primeiro lugar, adopção de modelos de vida saudáveis. Uma pessoa que tem uma alimentação equilibrada, faz exercício físico regular e respeita os períodos de repouso e de recuperação está em melhores condições de suportar as agressões físicas da poluição.
Depois, contribuir para a redução da poluição atmosférica, optando por transportes públicos ou deslocações a pé, em detrimento do veículo privado – é impressionante o número de pessoas que se deslocam sozinhas na sua viatura, às vezes para percorrer pequenas distâncias.
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Por fim, pode adoptar comportamentos que menorizam os efeitos da poluição existente. Por exemplo:
• Se sofre de uma doença respiratória crónica e vive na cidade, é necessário ter a sua situação clínica controlada e estar atento aos sinais que indicam uma eventual descompensação. Caso tal aconteça, actue de imediato de acordo com as indicações médicas.
• Procure não sair nem praticar actividade física em lugares e em horários de maior concentração de trânsito.
• Permaneça em casa nos períodos em que as autoridades dão o aviso de picos de poluição. Em Portugal as autoridades devem lançar um aviso público sempre que o nível de ozono detectado exceda os 180 mcg/m3 e um de alerta sempre que esse valor for superior a 240 mcg/m3.
• Opte por circular por locais com menor concentração de tráfego. O pte por meios de transporte associados a níveis mais baixos de poluição, designadamente o metro.
• Em dias de baixa humidade, aumente a ingestão de líquidos e, caso seja possível, procure passear junto ao mar.
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