O medo… do medo
Outros factores, como um divórcio, o desemprego ou uma morte na família, pode desencadear esta perturbação. Só que as palpitações, tonturas e náuseas, dores no peito, tremores e formigueiro nos braços e nas pernas, frio ou calor excessivo são sintomas comuns a diversas doenças, além do que podem ser desencadeados pelo uso ou abuso de determinadas substâncias, como álcool, bem como por alguns medicamentos.
Por tudo isto, é fundamental descrever ao médico, não apenas os sintomas físicos mas também outros aspectos que os acompanham – os pensamentos, sentimentos e comportamentos durante cada ataque e entre ataques. Afinal, é este “mix” de sintomas físicos e cognitivos que permite diagnosticar a perturbação de pânico.
Há medicamentos que podem ser receitados para prevenir, controlar e mesmo tratar os ataques de pânico, mas é também possível recorrer a terapia cognitivas e comportamentais, que têm por objectivo ensinar o doente a lidar com os sintomas, para que seja capaz de se expor às situações fóbicas, sem entrar em pânico.
Para muitos doentes, a abordagem mais eficaz é a que conjuga estas duas vias – os medicamentos com a psicoterapia. E chegará o dia em que o coração já não dispara, em que as mãos deixam de suar; em que o formigueiro, os tremores e palpitações desaparecem e em que o medo se desvanece.
Sintomas de pânico
Medo. Muito medo. É uma característica dos ataques de pânico que podem desencadear um ciclo vicioso: o receio persistente de ter novo ataque (ansiedade antecipatória), uma preocupação extrema acerca das implicações do ataque ou das suas consequências (perder o controlo, ter um ataque cardíaco, morrer) e uma significativa alteração do comportamento.
• Palpitações e/ou aceleração do ritmo cardíaco
• Dificuldade em respirar ou respiração rápida e superficial
• Sudação
• Náuseas
• Dores no peito
• Desconforto abdominal
• Tonturas
• Calafrios ou ondas de calor
• Formigueiros
• Tremores
• Medo de enlouquecer ou morrer
FARMÁCIA SAÚDE – ANF
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