Nutrientes e Companhia
O mesmo não acontece com as lipossolúveis, absorvidas com a gordura e que ficam armazenadas no organismo. Deste grupo fazem parte as vitaminas A (fundamental para a visão e pele), D (que ajuda a absorver o cálcio), E (essencial para as células vermelhas do sangue e para a saúde dos tecidos) e K (contribui para a coagulação do sangue).
Minerais, como cimento num prédio em construção
É de uma forma indirecta que os minerais entram na nossa alimentação. O solo e a água são o seu elemento natural e é a partir daí que são absorvidos, como nutrientes, pelas plantas e pelos animais.
No nosso organismo, têm lugar como componentes essenciais dos dentes e dos ossos, mas também como matériaprima de células e enzimas. Também contribuem para a regulação dos fluidos e para o controlo do movimento dos impulsos nervosos, desempenhando ainda um papel no fornecimento de oxigénio às células e no transporte do dióxido de carbono.
Tal como as vitaminas, dividem-se em dois grupos, de acordo com as quantidades de que o nosso organismo necessita. Assim, entre aqueles que nos fazem mais falta (os macrominerais) encontram-se o cálcio, o fósforo, o magnésio, o sódio, o potássio, o cloreto e o enxofre, considerando-se que um adulto precisa de 250 ou mais miligramas por dia de cada um deles, conforme os casos. No que toca a minerais como o crómio, o cobre, o flúor, o ferro, o magnésio, o selénio e o zinco a dose diária recomendada para um adulto é inferior a 20 miligramas – são os microminerais.
O excesso de alguns minerais pode causar intoxicação e a deficiência de outros pode causar alguns problemas de saúde: é o que acontece com o ferro, cuja falta está na origem da anemia.
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Água, o nutriente silencioso
Na roda dos alimentos, que distribui os nutrientes proporcionalmente, a água encontra-se no centro. E assim acontece porque ela é fundamental para a vida, estando provado que se sobrevive mais tempo sem comida do que sem água.
A água funciona como solvente e lubrificante, mantém a temperatura do corpo estável e o volume sanguíneo, transporta nutrientes, elimina toxinas e outros resíduos orgânicos e proporciona o ambiente em que as reacções químicas ocorrem.
O corpo vai buscar água aos líquidos que ingerimos, aos alimentos e ao metabolismo de nutrientes como as proteínas, os hidratos de carbono e os lípidos. E perde água através da urina, das fezes, da transpiração. Cada vez que respiramos também libertamos vapor de água.
Há que compensar este volume de água que se perde, o que implica a ingestão de pelo menos dois litros diários. Entre líquidos e alimentos. E sabendo que, em determinadas circunstâncias, esta necessidade aumenta – nos dias húmidos e de calor, quando se faz exercício físico. Se assim não acontecer corre-se o risco de desidratação: a pressão arterial desce e a quantidade de oxigénio que chega ao cérebro diminui.
É igualmente possível beber água em excesso ao ponto de ser prejudicial, mas é muito raro. A água a mais é encaminhada para os rins, de onde é excretada, mas antes disso já os nutrientes que ela transporta foram absorvidos pela corrente sanguínea a partir do sistema digestivo.

