Nunca é tarde demais para aprender a comer
As boas decisões sobre o futuro dos filhos passam também pela alimentação. Os hábitos que adquirirem na infância perdurarão muito provavelmente durante toda a vida.
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Adolescência é determinante
Na adolescência, a alimentação deve, entre outros aspectos, contribuir para promover as capacidades mentais e as competências intelectuais.
É também desde cedo e durante a adolescência que se previnem muitas das doenças da idade adulta que podem ser devidas a uma alimentação desequilibrada: obesidade, diabetes, hipertensão arterial e colesterol elevado. Por isso, o adolescente deve incluir na sua alimentação, em quantidades sempre adequadas, alimentos ricos em proteínas (a carne, o peixe, os ovos e o leite e derivados), energéticos (massas, arroz, batata, pão) e com função reguladora que contribui para o bem-estar e bom funcionamento do organismo (frutas e legumes, fontes de fibras, vitaminas e sais minerais).
Em síntese, e para todas as faixas etárias:
• Preferir hidratos de carbono (pão, massa, arroz, batata, cereais) como fonte de energia.
• Reforçar o consumo de produtos lácteos.
• Consumir proteínas de forma equilibrada tendo o cuidado de limitar a ingestão de gordura de origem animal.
• Aumentar a ingestão de frutas e legumes.
• Beber água em abundância.
• Evitar as bebidas gaseificadas e refrigerantes.
• Moderar o consumo de sal e de açúcar.
• Tomar sempre o pequeno-almoço.
• Repartir as refeições, evitando o jejum prolongado, comendo porções mais pequenas a cada refeição.
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Alimentar o envelhecimento
Com a idade, as necessidades energéticas diminuem, sobretudo se a actividade física for limitada, mas o corpo continua a precisar das mesmas quantidades de proteínas, vitaminas e minerais, e maior necessidade de fibra. Por isso é fundamental que os alimentos sejam ricos do ponto de vista nutricional.
Apesar de a maioria dos idosos beneficiar com a diminuição da ingestão de gorduras, estas não devem ser descuradas pois são importantes para melhorarem o sabor dos alimentos. É de salientar a importância de alimentos como os peixes e óleos vegetais, ricos em ácidos gordos ómega 3 e ómega 6, de reconhecida utilidade especialmente naqueles que apresentem elevado risco cardiovascular.
Relativamente às fibras, visto que nos idosos, a obstipação e outros problemas intestinais são frequentes, o consumo de cereais, frutas e legumes deve ser incentivado para favorecer o normal funcionamento dos intestinos.
O “primeiro almoço”
O pequeno-almoço – ver também artigo nas páginas 4 e 5 – é a refeição mais importante do dia. Só que o ritmo acelerado do quotidiano leva-nos a torpedear esta lógica. Será que essa desvalorização é induzida pelo adjectivo “pequeno”? É que deveria mesmo chamar-se “primeiro”, pelo papel essencial no funcionamento do organismo ao longo do dia: é a refeição que permite recarregar baterias, elevar os níveis de energia, depois das horas de sono.
Não assegurar o pequeno-almoço significa comprometer funções como a concentração e a memória, tão importantes quer em idade escolar, quer no desempenho profissional.

