Miastenia Gravis
O tratamento com os anticolinesterásticos (piridostigmina – Mestinon) é benéfico mas em muitos doentes não suficiente para levarem uma vida normalmente activa.
A timectomia ou remoção do timo é muitas vezes o passo seguinte. Cerca de 50% dos doentes podem ter uma remissão ou melhoras significativas com a timectomia.
A terapêutica com esteróides é por vezes necessária nos doentes mais graves. Os esteróides com os outros imunossupressores como a azatioprima são bastante eficazes produzindo remissão dos sintomas e estão particularmente indicados quando são afectados os músculos da deglutição e da respiração.
O seu efeito faz-se sentir no sistema imunitário deprimindo a produção de anticorpos. Infelizmente o seu uso tem de ser prolongado e provocam por vezes acções colaterais indesejáveis.
O método de tratamento designado por plasmaferese é usado quando os doentes entram na designada “Crise Miasténica”, durante a qual necessitam de respiração assistida.
A plasmaferese consiste na substituição do plasma do doente, é uma espécie de lavagem do sangue para a remoção dos anticorpos que estão a bloquear a transmissão neuromuscular.
O que é uma “Crise Miasténica”?
A crise ocorre quando um doente com Miastenia Gravis começa com dificuldade em respirar, que não responde à medicação e necessita de ser hospitalizado para assistência respiratória, em geral mecânica.
A crise pode ser desencadeada pelo stress emocional, infecção, actividade física, menstruação, gravidez, reacção adversa a certos medicamentos, acidente, etc.
Que investigação esta a ser feita?
Nestes últimos anos esta doença tem sido alvo de extraordinário interesse por parte de investigadores de todo o mundo, especialmente nos EUA com o apoio da Associação de Distrofia Muscular Americana. Inúmeros trabalhos estão a ser levados a cabo sobre a imunologia da Miastenia Gravis, sobre a bioquímica dos receptores da Aceticolina, etc. a fim de se encontrar a resposta para as perguntas que ainda não estão bem esclarecidas, em busca do tratamento que possa curar a doença.
Associação Portuguesa de Miastenia Gravis e Doenças Neuromusculares
www.apmg-dnm.rcts.pt
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