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Preparar a pele para o sol

4 Maio, 2009 0

 

Como obter um tom de pele bonito?

A exposição ao sol lenta, progressiva, com protecção solar adequada

Devemos perceber e aceitar que temos tipos de pele geneticamente diferentes e um indivíduo de pele clara nunca ficará muito moreno, podendo obter um tom mais escuro mas, frequentemente, após várias vermelhidões.

A cor de pele morena e muito escura está, actualmente, fora de moda. Muitos dos manequis estrangeiros aparecem-nos hoje com cor de pele mais clara, pois já perceberam que uma pele mais morena, obtida após exposições aos ultravioleta, vai envelhecer mais rapidamente.

Devemos ter consciência que o solário está para a pele, como o tabaco está para o pulmão. Sabemos que nem todos os que fumam vão ter problemas de pulmão ou cancro de pulmão e poderá ocorrer cancro de pulmão em não fumadores. Mas é inequívoco que há muito mais risco de cancro de pulmão nos fumadores.

Se mesmo assim pretende obter uma cor mais morena para além do uso de bases poderá recorrer aos autobronzeadores.

 

Dr. Osvaldo Correia

Dermatologista (Centro de Dermatologia Epidermis – Porto)

Em função do tipo de pele podemos ter necessidade de maiores ou menores cuidados com o sol.

Os louros, de olhos claros, mas sobretudo aqueles de pele clara ou que rapidamente coram com o Sol e que ficam muito sardentos, são os de fototipo mais baixo (I e II), logo os que têm maior risco de exposição aos UV.

Mas os de fototipo intermédio, III e IV, que obtêm gradualmente uma cor morena, estão ainda particularmente vulneráveis à radiação, apesar de não ficarem frequentemente corados. Mesmo os de fototipo alto (V e VI), muito morenos ou de raça negra, devem evitar exposições prolongadas à radiação UV.

 

Atenção às crianças

As crianças são o grupo de maior risco de exposição solar exagerada, muitas vezes inadvertida, ocorrendo frequentemente vermelhidões ou queimaduras solares quando estão a brincar ao ar livre, seja nos recreios, quando nos horários inadequados ou críticos (deverão evitar-se exposições solares das 12 às 16 horas e idealmente das 11 às 17 horas) seja à beira-mar, pelo efeito refrescante da brisa que gera falsa segurança, seja por estarem frequentemente a molhar-se, perdendo rapidamente eficácia os protectores solares que eventualmente tenham colocado.

Estima-se que as crianças recebam três vezes a exposição solar dos adultos ao longo do ano (frequentemente pelo tempo prolongado e por vezes em horários inadequados das brincadeiras ou mesmo da ginástica ao ar livre). Calcula-se que 80% da exposição solar máxima desejável para um adulto seja obtida antes dos 18 anos.

Há um número elevado de crianças, das escolas primárias, a referir antecedentes de queimaduras solares e está demonstrado que uma percentagem significativa ocorre na escola, à hora do almoço e recreio e, em seguida, aquando das horas de desporto.

Em estudos recentes, em escolas primárias do nosso país, foram relatados antecedentes de vermelhidões após o sol por 42% das crianças e cerca de 27% referiam antecedentes de queimaduras solares com bolhas e pele a esfolar.

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