Pode-se tratar o Stresse?! Stresse vs Relaxamento
Podemos ainda, classificar estes métodos segundo:
Métodos analíticos
Que visam o plano fisiológico do relaxamento, ou seja, da musculatura estriada periférica. E obtém-se o relaxamento por (re)educação do funcionamento muscular, utilizando princípios neurofisiológicos como o reflexo miotático inverso: Contracção = tensão/repouso = relaxamento.
Como exemplo destes métodos temos o relaxamento progressivo de Jacobson e o relaxamento fisiológico de Laura Mitchel (Fisioterapeuta).
Métodos globais
Caracterizam-se pela concepção global da personalidade humana e utilizam técnicas de relaxamento como ponto de partida mental.
Considera a descontracção muscular e visceral como um meio, um ponto de apoio para obter um relaxamento psicológico, ou seja, o repouso mental.
Bibliografia
• McManus, C, Group Wellness Programs for Chronic Pain and Disease Management; 2003
• Ribeiro, J. (2005). Dossier de estágio: Wellness Center do Caracol – Disciplina de Educação Clínica V. Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
• Simão, D. (2005). Dossier de estágio: Wellness Center do Caracol – Disciplina de Educação Clínica V. Escola Superior de Saúde do Alcoitão.
No entanto existem hoje soluções que visam debelar o problema, através de uma adequada abordagem holística da pessoa. O relaxamento é uma delas e arma bastante eficaz para combater um dos maiores males causadores de doença profissional e incapacidade, do séc. XXI.
A evidência científica sugere que o stresse e a intervenção sobre este influencia a evolução de várias condições de saúde. Começa a ser estudado o papel que o stresse e o seu tratamento desempenham ao nível das doenças cardiovasculares, diabetes, função do sistema imunitário, capacidade de regeneração tecidular e dor musculo-esqueléctica.
O stresse é complexo e de longo prazo da vida moderna pode causar uma activação crónica dos mecanismos de alarme do organismo, aumentando o risco de contrair doenças ou exacerbar condições médicas já presentes.
O stresse é uma palavra vulgarmente usada para descrever as pressões e exigências que enfrentamos diariamente. É também utilizada para descrever uma experiência interna, como na expressão “sinto-me stressado”.
É ainda utilizada de forma a caracterizar circunstâncias externas, como no comentário “o meu trabalho é stressante”. O stresse é melhor definido como resultante da interação de ambos os factores internos e externos. É o resultado de uma situação e da reacção individual da pessoa à mesma situação (Stresse = Situação + Nossa Reacção).
De referir, no entanto, que nem sempre o stresse é negativo. Ele ajuda-nos a combater situações de mudança e responder a desafios profissionais e pessoais. Claro que quando se perde a capacidade de responder com sucesso, surge uma condição de stresse negativo que pode ser crónico.
A reacção física do organismo ao stresse foi primeiramente descrita por Walter Cannon, em 1920, como uma reacção luta – fuga.
Em condições de homeostasia o organismo mantém um equilíbrio fisiológico, primeiramente através de um balanço dinâmico de acções dos Sistemas Nervosos Simpático e Parasimpático.
Uma ameaça perceptível resulta num aumento da actividade do SN Simpático. Petzke e Clanw descreveram que os principais componentes que levam a uma reacção de stress são os elementos neurais e adreno-medulares do SNS e os adreno-hipotalâmico-pituitários (HPA). O primeiro neurotransmissor libertado por este sistema é a neuropinefrina.
A resposta do componente adrenomedular do SNS consiste em adrenalina medular e o seu neurotransmissor, epinefrina. Juntos, norapinefrina e epinefrina, aumentam o batimento cardíaco, ritmo respiratório, aumentam o aporte de sangue para os grandes grupos musculares. Ocorre depois a libertação de glucose do fígado e relaxam os músculos víscerais, diminuindo a actividade digestiva.

