Para muitos portugueses, Setembro já não é tempo de férias, mas sim de regresso ao trabalho ou aos estudos. Regressa-se de corpo bronzeado, mas frequentemente a pele apresenta-se seca, baça e desidratada.
São as células mortas as responsáveis pelo aspecto seco e ressequido da pele depois do Verão. É uma pele com falta de água, que anseia por ser hidratada e tornar-se mais flexível. É por isso uma pele sensível, que tem nos raios solares um dos seus inimigos.
Mas não só. A combinação do sol com a água do mar e os cloros das piscinas são uma mistura explosiva. Hidratar a pele deve ser um gesto diário, de todo o ano, o segundo acto de uma rotina que começa com o banho.
Porém, nem sempre assim acontece, ou porque o tempo foge ou simplesmente porque nem nos lembramos que a nossa própria pele exige cuidados, de tão escondida que anda.
Mas hidratar é preciso, se queremos uma pele saudável, se queremos uma pele que sobreviva às agressões do meio ambiente. Porque não é só no Verão que a nossa pele sofre: tanto o frio, como o vento, o sol ou o ar condicionado atacam a humidade da pele. E uma pele desidratada é uma pele mais frágil.
A pele é naturalmente protegida por um filme hidrolipídico, uma espécie de barreira constituída por água e gordura. Contudo, se esta barreira não for reforçada por uma segunda linha – o hidratante que deve ser aplicado todas as manhãs – corre-se o risco de evaporação da humidade por via da acção do meio ambiente.
Escolher o hidratante
Não basta hidratar, há que adaptar a hidratação ao tipo de pele. E para isso é preciso conhecê-los. São basicamente três: pele seca, pele oleosa e pele normal. Quanto à pele mista, ela é uma mistura da pele seca em determinadas zonas do rosto e oleosa noutras.
Importa aqui falar da pele seca, pois é a que mais sofre no tempo quente. É geralmente uma pele clara, fina, pode apresentar-se ligeiramente rosada mas com uma aparência árida. E uma vez que é pobre em secreção sebácea, torna-se pouco elástica e desidrata com muita facilidade. A redução do nível de humidade torna-a ainda mais sensível. Manchas avermelhadas, rugas precoces são os sinais mais evidentes dessa sensibilidade.
Quando não é devidamente cuidada, a pele seca apresenta-se esbranquiçada, escamada, assemelhando-se a um terreno arenoso que não vê água há séculos… Os joelhos e os cotovelos são disso exemplo: tapados no Inverno, quase não “vêem” creme, ganhando uma textura áspera, esteticamente muito desagradável quando se revelam no Verão.
Merecem, pois, cuidados especiais, como uma esfoliação de vez em quando. Esquecidos costumam ser também o pescoço e o colo, mesmo quando se tem o hábito de hidratar o rosto diariamente.
Estão assim elencadas boas razões para se cuidar da pele seca. Desde logo, limpando-a correctamente. E para isso o mais adequado é um creme de limpeza, deixando o leite para peles normais e o gel para peles mais oleosas.
Sobre o rosto e o pescoço deve ser espalhada uma quantidade generosa de creme, massajando-se com os dedos em movimentos circulares. Retira-se com ajuda de dois algodões embebidos em água tépida ou, se a pele for mais resistente, com duas esponjas próprias para limpeza do rosto, fazendo um pouco de pressão mas sem movimentos bruscos. Repete-se este gesto até se sentir a pele completamente livre de creme. A limpeza fica completa com a aplicação de uma loção tonificante, que ajuda a eliminar qualquer vestígio de impureza.
[Continua na página seguinte]
A pele seca exige, posteriormente, um hidratante, que lhe forneça simultaneamente água e gordura. Nos casos de pele bastante sensibilizada, a hidratação diária deve ser reforçada com uma máscara hidratante uma a duas vezes por semana.
Funcionará como um verdadeiro banho para a pele, proporcionando-lhe elasticidade e equilíbrio.
Porém, hidratar a pele por fora não basta, há que hidratá-la por dentro: ou seja, não basta encharcar-se de cremes, é preciso ingerir líquidos, incluir na alimentação alimentos que sejam eles próprios fontes de água, como a fruta.
Depois da praia, esfoliar
A esfoliação é o processo estético através do qual se conquista uma nova pele. E tudo graças às pequenas partículas esféricas que constituem os produtos esfoliantes e que, passadas sobre a pele, funcionam como uma lixa.
Vejamos como fazer para “trocar” de pele:
• o produto esfoliante deve ser aplicado sobre a pele húmida, em suaves movimentos circulares e ascendentes, de modo a penetrar totalmente;
• joelhos, cotovelos e calcanhares devem merecer uma atenção especial, pois são as regiões do corpo que mais constantemente estão em atrito;
• manchas, sinais ou varizes devem ser evitados, pois há o risco de se causar uma inflamação;
• use uma luva adequada para seu uso exclusivo e mantenha-a sempre limpa: é que as células mortas são excelentes portadoras de bactérias;
• depois de espalhado o esfoliante, remova-o com água abundante e seque o corpo com uma toalha de algodão ou papel absorvente, em toques leves;
• no rosto, use um esfoliante menos abrasivo, indicado para peles mais sensíveis;
• não faça esfoliação após uma exposição ao sol ou depilação, nem quando a pele estiver desidratada;
• faça movimentos suaves, não vale a pena esfregar, pois só contribui para sensibilizar a pele;
• o ideal seria duas esfoliações por mês, respeitando o ritmo natural de renovação celular.
Depois de uma esfoliação, é só exibir a sua “nova” pele: suave, bem tratada.
São as células mortas as responsáveis pelo aspecto seco e ressequido da pele depois do Verão. É uma pele com falta de água, que anseia por ser hidratada e tornar-se mais flexível. É por isso uma pele sensível, que tem nos raios solares um dos seus inimigos.
Mas não só. A combinação do sol com a água do mar e os cloros das piscinas são uma mistura explosiva. Hidratar a pele deve ser um gesto diário, de todo o ano, o segundo acto de uma rotina que começa com o banho.
Porém, nem sempre assim acontece, ou porque o tempo foge ou simplesmente porque nem nos lembramos que a nossa própria pele exige cuidados, de tão escondida que anda.
Mas hidratar é preciso, se queremos uma pele saudável, se queremos uma pele que sobreviva às agressões do meio ambiente. Porque não é só no Verão que a nossa pele sofre: tanto o frio, como o vento, o sol ou o ar condicionado atacam a humidade da pele. E uma pele desidratada é uma pele mais frágil.
A pele é naturalmente protegida por um filme hidrolipídico, uma espécie de barreira constituída por água e gordura. Contudo, se esta barreira não for reforçada por uma segunda linha – o hidratante que deve ser aplicado todas as manhãs – corre-se o risco de evaporação da humidade por via da acção do meio ambiente.
Escolher o hidratante
Não basta hidratar, há que adaptar a hidratação ao tipo de pele. E para isso é preciso conhecê-los. São basicamente três: pele seca, pele oleosa e pele normal. Quanto à pele mista, ela é uma mistura da pele seca em determinadas zonas do rosto e oleosa noutras.
Importa aqui falar da pele seca, pois é a que mais sofre no tempo quente. É geralmente uma pele clara, fina, pode apresentar-se ligeiramente rosada mas com uma aparência árida. E uma vez que é pobre em secreção sebácea, torna-se pouco elástica e desidrata com muita facilidade. A redução do nível de humidade torna-a ainda mais sensível. Manchas avermelhadas, rugas precoces são os sinais mais evidentes dessa sensibilidade.
Quando não é devidamente cuidada, a pele seca apresenta-se esbranquiçada, escamada, assemelhando-se a um terreno arenoso que não vê água há séculos… Os joelhos e os cotovelos são disso exemplo: tapados no Inverno, quase não “vêem” creme, ganhando uma textura áspera, esteticamente muito desagradável quando se revelam no Verão.
Merecem, pois, cuidados especiais, como uma esfoliação de vez em quando. Esquecidos costumam ser também o pescoço e o colo, mesmo quando se tem o hábito de hidratar o rosto diariamente.
Estão assim elencadas boas razões para se cuidar da pele seca. Desde logo, limpando-a correctamente. E para isso o mais adequado é um creme de limpeza, deixando o leite para peles normais e o gel para peles mais oleosas.
Sobre o rosto e o pescoço deve ser espalhada uma quantidade generosa de creme, massajando-se com os dedos em movimentos circulares. Retira-se com ajuda de dois algodões embebidos em água tépida ou, se a pele for mais resistente, com duas esponjas próprias para limpeza do rosto, fazendo um pouco de pressão mas sem movimentos bruscos. Repete-se este gesto até se sentir a pele completamente livre de creme. A limpeza fica completa com a aplicação de uma loção tonificante, que ajuda a eliminar qualquer vestígio de impureza.
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A pele seca exige, posteriormente, um hidratante, que lhe forneça simultaneamente água e gordura. Nos casos de pele bastante sensibilizada, a hidratação diária deve ser reforçada com uma máscara hidratante uma a duas vezes por semana.
Funcionará como um verdadeiro banho para a pele, proporcionando-lhe elasticidade e equilíbrio.
Porém, hidratar a pele por fora não basta, há que hidratá-la por dentro: ou seja, não basta encharcar-se de cremes, é preciso ingerir líquidos, incluir na alimentação alimentos que sejam eles próprios fontes de água, como a fruta.
Depois da praia, esfoliar
A esfoliação é o processo estético através do qual se conquista uma nova pele. E tudo graças às pequenas partículas esféricas que constituem os produtos esfoliantes e que, passadas sobre a pele, funcionam como uma lixa.
Vejamos como fazer para “trocar” de pele:
• o produto esfoliante deve ser aplicado sobre a pele húmida, em suaves movimentos circulares e ascendentes, de modo a penetrar totalmente;
• joelhos, cotovelos e calcanhares devem merecer uma atenção especial, pois são as regiões do corpo que mais constantemente estão em atrito;
• manchas, sinais ou varizes devem ser evitados, pois há o risco de se causar uma inflamação;
• use uma luva adequada para seu uso exclusivo e mantenha-a sempre limpa: é que as células mortas são excelentes portadoras de bactérias;
• depois de espalhado o esfoliante, remova-o com água abundante e seque o corpo com uma toalha de algodão ou papel absorvente, em toques leves;
• no rosto, use um esfoliante menos abrasivo, indicado para peles mais sensíveis;
• não faça esfoliação após uma exposição ao sol ou depilação, nem quando a pele estiver desidratada;
• faça movimentos suaves, não vale a pena esfregar, pois só contribui para sensibilizar a pele;
• o ideal seria duas esfoliações por mês, respeitando o ritmo natural de renovação celular.
Depois de uma esfoliação, é só exibir a sua “nova” pele: suave, bem tratada.