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Os Antioxidantes no combate ao envelhecimento precoce

2 Agosto, 2008 0

O que é um radical livre? Num átomo, os electrões distribuem-se em camadas à volta do núcleo. Quando a camada exterior não está completa este átomo fica instável e tende a interagir com outros fornecendo ou retirando os electrões necessários de modo a completar a sua camada exterior.

Na sua forma instável estes átomos são extremamente reactivos denominando-se radicais livres. Aqueles que mais atacam o organismo humano são os que se formam pela separação de uma molécula de oxigénio, resultando daí dois átomos onde faltam dois electrões na camada exterior de cada um deles.

Os radicais livres formam-se nas reacções metabólicas normais do nosso organismo. Porém, factores como o fumo do tabaco, poluição do ar, radiação, medicamentos, stress e álcool podem aumentar exponencialmente a sua produção.

 

Como é que o radical livre ataca as células?

Quando estes átomos de oxigénio instáveis se formam no organismo humano, eles atacam a molécula estável mais próxima, retirando-lhe os electrões. Esta molécula “roubada” faz parte de uma qualquer célula de um qualquer órgão do nosso organismo e, ao perder um dos seus electrões, fica, ela própria, um radical livre que, por sua vez, vai atacar uma molécula sua vizinha criando uma cadeia reactiva que só termina, normalmente, com a morte da célula ou deformação do seu material genético, o DNA.

 

Como nos defendemos dos radicais livres?

O nosso organismo está preparado, até determinados limites, para se defender dos radicais livres, quer através de determinadas enzimas que os destroem quer pela acção dos antioxidantes. No entanto, se a produção de radicais é excessiva ou se as defesas estão limitadas podem surgir lesões.

 

Os antioxidantes

Os antioxidantes são moléculas que fornecem os seus electrões aos radicais livres, não se transformando eles próprios em radicais, terminando, dessa forma, a cadeia reactiva. Entre os mais potentes encontram-se as vitaminas C, E e A. O selénio, sendo fundamental no funcionamento da principal enzima que combate os radicais livres, insere-se também neste grupo.

A vitamina E desempenha um papel fundamental no transporte de ácidos gordos polinsaturados no sangue, que são particularmente vulneráveis aos ataques dos radicais livres.

Esta vitamina deixa-se atacar protegendo assim os ácidos gordos e transformando-se, ela própria, num radical livre até ser regenerada pela vitamina C.

A vitamina C, além do papel fundamental que desempenha na regeneração da vitamina E, funciona ainda como poderoso antioxidante bloqueando a cadeia de reacções.

 

O betacaroteno, existente nos vegetais, transforma-se em vitamina A, quando o organismo dela necessita. Para se ter uma ideia do seu poder antioxidante registe-se que uma só molécula deste pigmento natural pode anular mil moléculas de radicais livres.

O Selénio é essencial para o funcionamento da glutationa peroxidade, uma enzima que destrói os radicais livres.

Todos estes nutrientes não conseguem ser produzidos pelo organismo, logo terão de ser fornecidos, quer através da alimentação, quer por suplementos vitamínico-minerais.

Tenha-se em atenção que a acção dos vários antioxidantes se complementa, por isso não devemos incidir a alimentação apenas em fontes alimentares de um deles. Se a opção for o uso de suplementos, eles deverão fornecer os antioxidantes em conjunto.

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