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O que nos dizem as unhas

1 Fevereiro, 2009 0

As unhas têm funções importantes: são um escudo protector da extremidade dos dedos, aumentam a subtileza da preensão, permitindo manipular objectos com precisão; por vezes são usadas como instrumento na alimentação, limpeza, ataque e defesa. Podem também ser decoradas tornando-se um acessório de atracção e nalgumas culturas transmitem o estatuto social ou religioso do indivíduo.

Qualquer alteração das unhas é motivo de preocupação, não só pelo incómodo ou mesmo dor que podem provocar, como também pelo prejuízo estético. Para ajudar na compreensão dessas alterações é importante ter algumas noções:

– O crescimento das unhas é contínuo e para renovar a unha dos dedos da mão ou do pé são necessários cerca de seis e doze meses, respectivamente;

– A lâmina ungueal é translúcida e a sua dureza particular é sobretudo devido às proteínas ricas em enxofre que a constituem. É rodeada pelas pregas laterais e pela prega proximal. Esta última, juntamente com a cutícula protege a matriz das agressões do ambiente;

– A matriz é a principal responsável pela formação da lâmina. A sua perturbação por um fenómeno local ou geral traduz-se mais tarde por uma distrofia da lâmina;

– O leito ungueal, onde assenta a lâmina é ricamente vascularizado, o que confere às unhas a sua coloração rosada;

– As unhas respondem de modo relativamente monótono às agressões e determinada alteração pode ter causas muito diferentes;

– As infecções são a principal causa de onicodistrofias. Nas mãos, é mais frequente a infecção por leveduras do género candida, sendo a imersão prolongada em água um factor facilitador. Os dermatófitos, principalmente o T.rubrum, fungo de transmissão interhumana e distribuição ubiquitária, são os principais agentes das onicomicoses dos pés. A frequência de locais quentes e húmidos (saunas, piscinas) com os pés descalços e o uso de calçado pouco arejado no Verão facilitam a infecção.

 

Tratamento das onicomicoses

No tratamento das onicomicoses, conseguem-se índices de cura elevados com os novos antifúngicos e remoção da zona parasitada por corte ou abrasão com limas. Após completar a terapêutica, há que esperar os meses necessários para o crescimento normal da unha.

No entanto, as infecções não são as únicas responsáveis por onicopatias. Alterações funcionais da locomoção e postura, deformidades do pé e uso de calçado apertado ou mal ajustado provocam distrofias ungueais com certa frequência.

 

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Queixas frequentes

Unhas frágeis e quebradiças são também uma queixa frequente sobretudo ao nível das mãos e nas pessoas que recebem com assiduidade cuidados de manicure.

Uma vez identificados devem-se eliminar os factores que provocam ou agravam as alterações das unhas:

– Correcção de carência de ferro, desequilíbrios hormonais e perturbações circulatórias;

– Evitar molhar muitas vezes as mãos e os químicos que dissolvem os lípidos intercelulares (cimentos, solventes, sal, ácidos, anilinas, açúcar). Nas profissões mais expostas, usar luvas duplas de protecção (luvas de algodão sob luvas impermeáveis);

– Não usar certos cosméticos, especialmente a acetona para remoção do verniz, as soluções alcalinas para amolecimento das cutículas e os endurecedores à base de formaldeído;

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