A natação é das modalidades desportivas mais completas, propiciando um desenvolvimento harmonioso do corpo e passível de ser praticada em qualquer idade. O mesmo é dizer que nadar faz bem à saúde. Coração, pulmões e cérebro estão, justamente, entre os órgãos mais agradecidos com a prática regular de natação.
Faz tão bem nadar…
Ouve-se dizer, com frequência, que a natação é “o desporto mais completo de todos”. Um argumento fundamentado nos benefícios para o desenvolvimento de capacidades físicas, relacionais e cognitivas do indivíduo. É que a natação põe o corpo a trabalhar, dos músculos ao cérebro, do coração à razão…
A prática da natação tem origens ancestrais. Desde a Antiguidade que o Homem tinha de superar obstáculos, como atravessar rios e lagos. Na Grécia, a natação fazia parte da formação dos mais jovens e, logo no século XV II, ganhou um carácter obrigatório nas escolas japonesas. E nas Olimpíadas da Era Moderna, foi consagrada modalidade olímpica em Atenas, corria o ano de 1896.
Dentro de água, o stress é temperado e o alento ganha velocidade numa libertação positiva de energias- a tonificação muscular é potenciada. Coração e pulmões acertam o ritmo. Afinal, umasboas braçadas são bem-vindas por todas as partes do corpo.
Nadar regularmente permite aumentar a capacidade respiratória, com o consequente aumento da resistência (fôlego). Por isso, é um desporto sobejamente recomendado pelos médicos, principalmente em casos de bronquite – na medida em que permite controlar a ansiedade e disciplinar a respiração de asma, sobretudo entre os pacientes mais jovens.
Mas há que assegurar a adequação da água da piscina.
Ao melhorar a postura – na posição horizontal, a coluna fica quase isenta da acção da gravidade – a natação está por isso indicada para combater problemas lombares.
Numa perspectiva estética, os bíceps e o peitoral são os músculos mais trabalhados, mas até as pernas, que na natação se esforçam muito menos do que os braços, acabam por ser exercitadas dada a repetição de movimentos. Ao contrair os músculos abdominais, o nadador está a esculpir uma silhueta mais delgada.
Outra das vantagens é a natureza predominantemente aeróbica – o oxigénio é utilizado para produzir energia – favorecendo o intelecto, já que uma melhor oxigenação do cérebro poderá acelera a capacidade de raciocínio.
Claro que existem limites e até contra-indicações à prática da natação. Pessoas com otites, sinusites ou rinites crónicas devem recorrer a aconselhamento profissional antes de optar pela prática da natação, sendo importante o recurso a protectores adequados para proteger o aparelho auditivo.
Do mesmo modo, as pessoas com sensibilidade ocular devem salvaguardam-se, nadando sempre com óculos próprios, até porque a água das piscinas, quase sempre tratada com cloro, pode provocar irritações oculares. A micose dos pés é outros dos pequenos inconvenientes, pela partilha de duches e lava-pés.
Nesta infecção fúngica a humidade é terreno fértil à proliferação de fungos. Apesar das vantagens para a coluna vertebral, ao auxiliar na correcção da postura corporal, é preciso ter em atenção que um mergulho incorrecto pode lesionar as vértebras cervicais.
[Continua na página seguinte]
Um desporto para todos
Em qualquer idade, nadar é bom. Dos bebés aos idosos, nadar é um elixir de bem-estar.
Para as crianças, a água é um meio natural, a outra face do líquido amniótico, em que permaneceram envolvidas durante os nove meses de gestação. A familiaridade com o meio aquático é potenciada pela piscina e os bebés não perdem os reflexos que transportaram do útero materno, aprendendo a movimentar-se em segurança.
Por isso, o objectivo da natação para os bebés, entre os 6 meses e os 2 anos, visa despertar o gosto e o prazer pelo convívio íntimo com a água, além de desenvolver a noção espácio-temporal e o domínio corporal na água. Segurança, tranquilidade e equilíbrio nos movimentos dentro de água são resultados alcançados nesta etapa, preferencialmente acompanhada pelos pais, de modo a garantir a estabilidade emocional necessária a esta aventura. É uma brincadeira que pode inclusivamente fomentar a auto-confiança dos mais pequenos.
No ciclo mais adiantado da vida, verifica- -se uma redução do número e do tamanho das fibras musculares de contracção rápida, os neurónios diminuem em número e tamanho no seio do sistema nervoso, fazendo com que os movimentos passem a ser mais lentos e menos precisos, e os tendões, cartilagens e ligamentos ganham rigidez e espessura, com os sistemas cardiovascular e respiratório a demorar mais tempo a responder aos exercícios.
Tudo isto contribui para que o idoso fique mais lento, não correspondendo com a mesma eficácia e rapidez a actividades que exijam grande dispêndio de energia. Mas isso não significa que o exercício físico esteja vedado na terceira etapa da vida.
Antes pelo contrário. Daí que a prática regular de uma actividade física nas idades mais avançadas envolva vários benefícios: reduz a frequência cardíaca, passando o coração a bombear o sangue com menor esforço e menos batimentos; os pulmões absorvem e distribuem maior quantidade de oxigénio, proporcionando mais energia ao organismo; os músculos ficam mais fortes e resistentes; aumenta a flexibilidade e melhora a movimentação nas articulações. Em suma, praticar exercício pode contribuir para a prevenção de processos degenerativos próprios da idade avançada.
Em qualquer idade e estado – mesmo no caso de pessoas com problemas físicos e grávidas – a hidroginástica é uma óptima alternativa, sendo inclusivamente recomendada pelos médicos como terapêutica para pessoas obesas ou com problemas nas articulações. Até os mais sedentários têm aqui um excelente aliado da sua saúde e bem-estar.
A hidroginástica diminui a sobrecarga osteo-articular, em especial na coluna e membros inferiores, ajuda a mobilidade articular e facilita a circulação periférica. Nas grávidas, uma das maiores vantagens assenta na correcção da postura, no controlo da respiração (essencial no momento do parto) e no trabalho muscular.
Desde que haja autorização médica, pode ser praticada ao longo de toda a gravidez, proporcionando uma agradável sensação de leveza. E há até quem prefira que o parto aconteça dentro de água, sendo bastante mediatizadas algumas dessas experiências baseadas na teoria de que a expulsão do útero para o meio aquático é menos agressiva para o bebé, ao fim de nove meses de confortável flutuação no líquido amniótico.
[Continua na página seguinte]
Só vantagens
Em grupo ou individualmente, com monitor ou em regime livre, nadar é bom para a saúde. Favorece o desenvolvimento harmonioso do corpo e pode ajudar a reforçar os laços familiares e sociais. Quando pais e filhos partilham o mesmo desporto, não é só o corpo que sai a ganhar, são também os afectos. Há uma mão cheia de vantagens que tornam a natação uma prática atraente.
1. Aumenta a capacidade de recuperação após os esforços físicos
2. Proporciona maior força muscular
3. Optimiza a resistência dos músculos
4. Mantém adequado o equilíbrio muscular
5. Amplia a coordenação motora
6. Aumenta ou melhora a flexibilidade
7. Proporciona maior protecção contra lesões
8. Optimiza a acção dos músculos respiratórios
9. Amplia o consumo máximo de oxigénio
10. Diminui a frequência cardíaca de repouso
11. Aumenta a capacidade de usar gordura como fonte energética
12. Auxilia na queima de calorias em excesso
13. Previne a obesidade na terceira idade
14. Melhora a postura corporal
15. Proporciona maior energia nas actividades diárias
16. Auxilia no combate ao stress
17. Fomenta a socialização
Faz tão bem nadar…
Ouve-se dizer, com frequência, que a natação é “o desporto mais completo de todos”. Um argumento fundamentado nos benefícios para o desenvolvimento de capacidades físicas, relacionais e cognitivas do indivíduo. É que a natação põe o corpo a trabalhar, dos músculos ao cérebro, do coração à razão…
A prática da natação tem origens ancestrais. Desde a Antiguidade que o Homem tinha de superar obstáculos, como atravessar rios e lagos. Na Grécia, a natação fazia parte da formação dos mais jovens e, logo no século XV II, ganhou um carácter obrigatório nas escolas japonesas. E nas Olimpíadas da Era Moderna, foi consagrada modalidade olímpica em Atenas, corria o ano de 1896.
Dentro de água, o stress é temperado e o alento ganha velocidade numa libertação positiva de energias- a tonificação muscular é potenciada. Coração e pulmões acertam o ritmo. Afinal, umasboas braçadas são bem-vindas por todas as partes do corpo.
Nadar regularmente permite aumentar a capacidade respiratória, com o consequente aumento da resistência (fôlego). Por isso, é um desporto sobejamente recomendado pelos médicos, principalmente em casos de bronquite – na medida em que permite controlar a ansiedade e disciplinar a respiração de asma, sobretudo entre os pacientes mais jovens.
Mas há que assegurar a adequação da água da piscina.
Ao melhorar a postura – na posição horizontal, a coluna fica quase isenta da acção da gravidade – a natação está por isso indicada para combater problemas lombares.
Numa perspectiva estética, os bíceps e o peitoral são os músculos mais trabalhados, mas até as pernas, que na natação se esforçam muito menos do que os braços, acabam por ser exercitadas dada a repetição de movimentos. Ao contrair os músculos abdominais, o nadador está a esculpir uma silhueta mais delgada.
Outra das vantagens é a natureza predominantemente aeróbica – o oxigénio é utilizado para produzir energia – favorecendo o intelecto, já que uma melhor oxigenação do cérebro poderá acelera a capacidade de raciocínio.
Claro que existem limites e até contra-indicações à prática da natação. Pessoas com otites, sinusites ou rinites crónicas devem recorrer a aconselhamento profissional antes de optar pela prática da natação, sendo importante o recurso a protectores adequados para proteger o aparelho auditivo.
Do mesmo modo, as pessoas com sensibilidade ocular devem salvaguardam-se, nadando sempre com óculos próprios, até porque a água das piscinas, quase sempre tratada com cloro, pode provocar irritações oculares. A micose dos pés é outros dos pequenos inconvenientes, pela partilha de duches e lava-pés.
Nesta infecção fúngica a humidade é terreno fértil à proliferação de fungos. Apesar das vantagens para a coluna vertebral, ao auxiliar na correcção da postura corporal, é preciso ter em atenção que um mergulho incorrecto pode lesionar as vértebras cervicais.
[Continua na página seguinte]
Um desporto para todos
Em qualquer idade, nadar é bom. Dos bebés aos idosos, nadar é um elixir de bem-estar.
Para as crianças, a água é um meio natural, a outra face do líquido amniótico, em que permaneceram envolvidas durante os nove meses de gestação. A familiaridade com o meio aquático é potenciada pela piscina e os bebés não perdem os reflexos que transportaram do útero materno, aprendendo a movimentar-se em segurança.
Por isso, o objectivo da natação para os bebés, entre os 6 meses e os 2 anos, visa despertar o gosto e o prazer pelo convívio íntimo com a água, além de desenvolver a noção espácio-temporal e o domínio corporal na água. Segurança, tranquilidade e equilíbrio nos movimentos dentro de água são resultados alcançados nesta etapa, preferencialmente acompanhada pelos pais, de modo a garantir a estabilidade emocional necessária a esta aventura. É uma brincadeira que pode inclusivamente fomentar a auto-confiança dos mais pequenos.
No ciclo mais adiantado da vida, verifica- -se uma redução do número e do tamanho das fibras musculares de contracção rápida, os neurónios diminuem em número e tamanho no seio do sistema nervoso, fazendo com que os movimentos passem a ser mais lentos e menos precisos, e os tendões, cartilagens e ligamentos ganham rigidez e espessura, com os sistemas cardiovascular e respiratório a demorar mais tempo a responder aos exercícios.
Tudo isto contribui para que o idoso fique mais lento, não correspondendo com a mesma eficácia e rapidez a actividades que exijam grande dispêndio de energia. Mas isso não significa que o exercício físico esteja vedado na terceira etapa da vida.
Antes pelo contrário. Daí que a prática regular de uma actividade física nas idades mais avançadas envolva vários benefícios: reduz a frequência cardíaca, passando o coração a bombear o sangue com menor esforço e menos batimentos; os pulmões absorvem e distribuem maior quantidade de oxigénio, proporcionando mais energia ao organismo; os músculos ficam mais fortes e resistentes; aumenta a flexibilidade e melhora a movimentação nas articulações. Em suma, praticar exercício pode contribuir para a prevenção de processos degenerativos próprios da idade avançada.
Em qualquer idade e estado – mesmo no caso de pessoas com problemas físicos e grávidas – a hidroginástica é uma óptima alternativa, sendo inclusivamente recomendada pelos médicos como terapêutica para pessoas obesas ou com problemas nas articulações. Até os mais sedentários têm aqui um excelente aliado da sua saúde e bem-estar.
A hidroginástica diminui a sobrecarga osteo-articular, em especial na coluna e membros inferiores, ajuda a mobilidade articular e facilita a circulação periférica. Nas grávidas, uma das maiores vantagens assenta na correcção da postura, no controlo da respiração (essencial no momento do parto) e no trabalho muscular.
Desde que haja autorização médica, pode ser praticada ao longo de toda a gravidez, proporcionando uma agradável sensação de leveza. E há até quem prefira que o parto aconteça dentro de água, sendo bastante mediatizadas algumas dessas experiências baseadas na teoria de que a expulsão do útero para o meio aquático é menos agressiva para o bebé, ao fim de nove meses de confortável flutuação no líquido amniótico.
[Continua na página seguinte]
Só vantagens
Em grupo ou individualmente, com monitor ou em regime livre, nadar é bom para a saúde. Favorece o desenvolvimento harmonioso do corpo e pode ajudar a reforçar os laços familiares e sociais. Quando pais e filhos partilham o mesmo desporto, não é só o corpo que sai a ganhar, são também os afectos. Há uma mão cheia de vantagens que tornam a natação uma prática atraente.
1. Aumenta a capacidade de recuperação após os esforços físicos
2. Proporciona maior força muscular
3. Optimiza a resistência dos músculos
4. Mantém adequado o equilíbrio muscular
5. Amplia a coordenação motora
6. Aumenta ou melhora a flexibilidade
7. Proporciona maior protecção contra lesões
8. Optimiza a acção dos músculos respiratórios
9. Amplia o consumo máximo de oxigénio
10. Diminui a frequência cardíaca de repouso
11. Aumenta a capacidade de usar gordura como fonte energética
12. Auxilia na queima de calorias em excesso
13. Previne a obesidade na terceira idade
14. Melhora a postura corporal
15. Proporciona maior energia nas actividades diárias
16. Auxilia no combate ao stress
17. Fomenta a socialização