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Herpes Labial: O Vírus

5 Setembro, 2014 0

O Verão é uma das alturas do ano em que o herpes labial é mais visível: em grande parte, porque o sol reactiva o vírus. Saiba o que fazer para evitar o contágio e para proteger a pele dos seus lábios.

No Verão é muito frequente ver nos lábios a formação de pequenas “bolhas” devido ao acréscimo de exposição solar, que leva a uma diminuição da imunidade e facilita a reactivação do vírus Herpes simplex. Uma vez adquirido, o vírus aloja-se nos gânglios nervosos onde permanece latente. Alguns factores podem contribuir para o seu reaparecimento, tais como: a exposição excessiva ao sol; as doenças infecciosas; o enfraquecimento do sistema imunológico; os problemas emocionais ou nervosos; a fadiga e as alterações de temperatura ou hormonais. O herpes labial é crónico, no entanto é possível prevenir a reactivação do vírus, evitando as causas que promovem a sua reactivação e adoptando medidas para melhorar as defesas naturais do organismo.

 

Prevenir a reactivação do vírus

Para prevenir o reaparecimento do vírus é importante ter uma alimentação equilibrada, de modo a manter o sistema imunitário saudável e preparado para combater uma possível recorrência. Em caso de reactivação do herpes, é importante ter alguns cuidados. A pessoa infectada não deve passar a língua sobre a ferida, beijar outras pessoas ou partilhar objectos de uso pessoal como talheres, copos e toalhas, para evitar a transmissão da doença. A maquilhagem é uma forma de disfarçar a ferida, embora os agentes químicos possam agravá-la.

Quando se maquilhar tem de ter especial atenção para não espalhar a infecção dos lábios para o resto da cara.

Os sticks ou cremes (de preferência com protecção solar) são muito eficazes para disfarçar as imperfeições.

Mas lembre-se que, se utilizar algum, não o deve partilhar nem voltar a usar depois do herpes labial ter desaparecido, pois pode ter ficado infectado pelo vírus. Em caso de uso de lentes de contacto, nunca pode usar a saliva para humedecer as suas lentes.

A resolução das lesões tem uma duração de 8 a 10 dias consoante a intensidade e o tratamento que cada um escolhe para combater o vírus. Os primeiros sintomas a aparecer são a comichão, ardência, dormência e a vermelhidão, seguidos da erupção de pequenas vesículas repletas de fluido, que, numa fase posterior, se rompem, libertando o líquido, a partir do que se inicia a cicatrização.

Assim que aparecem os primeiros sintomas, deve-se iniciar logo o tratamento com medicamentos anti-virais, por via tópica, porque previne as complicações e diminui os riscos de transmissão. Em situações mais graves, pode ser necessário a utilização de anti-virais orais, mas sempre com a supervisão do médico.

A frequência da reactivação do herpes labial varia de pessoa para pessoa. Em algumas pessoas ocorre com intervalos de vários anos, enquanto para outras pode aparecer frequentemente, às vezes até uma vez por mês.

Apesar de o vírus não poder ser eliminado, as pessoas afectadas têm formas fáceis e saudáveis para o prevenir.

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