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Dores de garganta: Em busca da suavidade perdida

13 Novembro, 2009 0

O mesmo acontece quando se frequentam espaços onde o ar circula artificialmente, seja por via dos aparelhos de ar condicionado no Verão, seja por via do aquecimento no Inverno. É mais agradável quando no exterior faz muito calor ou muito frio, mas a garganta acaba por queixar-se.

Tal como se queixa, mais cedo ou mais tarde, do fumo do tabaco, sobretudo quando inalado pelo próprio fumador. Também as alergias deixam a garganta vulnerável, mas a maior responsabilidade é das infecções. São os seus agentes – vírus e bactérias – que mais atacam as vias respiratórias que passam pela garganta.

Aliás, as dores de garganta são um sintoma partilhado pelas constipações e gripes, típicas da actual estação do ano. Na gripe são, já se sabe, mais prováveis e mais intensas, mas na constipação também podem estar presentes. A não menosprezar são as dores de garganta próprias de outra infecção vital – a mononucleose, mais conhecida como “doença do beijo”. Além das dores, são de esperar sintomas como inflamação dos nódulos linfáticos, das amígdalas e do fígado, erupção cutânea e perda de apetite.

Em matéria de dores de origem infecciosa, a culpa, porém, não é só dos vírus – as bactérias também não poupam a garganta, sobretudo as que causam faringites e amigdalites.

 

Contra as dores, tratar e prevenir

As dores de garganta podem ser muito incómodas. Basta pensar como é difícil engolir, da aliva aos alimentos… Assim sendo, há que buscar alívio, de modo a vencê-las no mais curto espaço de tempo. E a suavidade recupera-se antes de mais recorrendo a algumas medidas “caseiras”, como aumentar a ingestão de líquidos (apesar do desconforto) para hidratar as paredes da garganta e combater a secura.

Gargarejar com uma solução de água morna salgada também ajuda: uma colher de chá de sal por cada copo de água é a receita que produz alívio, embora possa não ser muito agradável ao paladar.

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Contra a secura e irritação da garganta, o mel e o limão são bons aliados: misturados em chá ou água, contribuem para deixar o muco mais fluido e aliviar a irritação. Nos intervalos, um rebuçado de pasta dura (não caramelos) ou um chupa-chupa ajudam a suavizar, pois estimulam a produção de saliva. É claro que convém não abusar, preferindo-os sem açúcar.

São cuidados simples e fáceis de pôr em prática. Mas nem sempre são suficientes para fazer desaparecer as dores de garganta. Quando o incómodo é demasiado, pode ser necessário recorrer a medicamentos.

Mas não antibióticos – estes destinam-se ao combate a infecções bacterianas, mas as dores de garganta têm, na maioria das vezes, origem em vírus, pelo que aqueles fármacos são inúteis. Há, pois, que resistir à tentação de pedir um antibiótico, por maior que seja a vontade de obter alívio rápido. Além de que só se vendem com receita médica.

Há situações em que as dores de garganta persistem, podendo indiciar um problema de saúde mais grave: assim, há que ir ao médico se as dores forem muito intensas, prolongadas ou recorrentes, se for muito difícil engolir e respirar, se houver febre elevada, se a saliva contiver sangue ou pus, se o pescoço ficar rígido e se surgirem sintomas de desidratação (sede muito intensa, urina escassa e escura, prostração, entre outros).

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