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Dança oriental » Exotismo e sensualidade no universo feminino

8 Fevereiro, 2007 0

Sobretudo, o universo feminino rendeu-se ao exotismo e sensualidade desta dança criativa que, segundo Judite Dilshad, professora desta arte, «proporciona uma série de benefícios, tanto físicos como psíquicos».

Descontracção geral do corpo, resultante de exercícios de tensão e relaxamento, constitui apenas uma das particularidades da dança oriental, cujo contributo para o aumento da flexibilidade de todas as articulações, bem como da força e tonificação muscular – em particular das pernas, abdómen e tronco – é reconhecido.

Graças a uma maior consciência corporal do nosso eixo de equilíbrio, interfere na correcção da postura, podendo tornar–se, também, num excelente exercício para grávidas, devido ao favorecimento da região pélvica e dos músculos, importantes durante o trabalho de parto. Além disso, ajuda a resolver problemas intestinais, a melhorar a circulação sanguínea e a atenuar as dores pré-menstruais.

A nível psicológico, defende Judite Dilshad, actua no desbloqueamento de tensões acumuladas e no aumento da auto-estima, ao mesmo tempo que facilita as relações interpessoais.

Neste âmbito, Judite Dilshad frisa:

«A mensagem que a dança oriental vem trazer baseia-se na plena conjugação do corpo e da mente. Por isso, é importante que quem pretenda aprendê-la registe, desde logo, o seguinte: na verdade, trata-se de um exercício físico, mas não só, requer muita ginástica mental.

A “cabeça”, ou melhor, a capacidade de concentração tem de acompanhar a velocidade dos pés, senão torna-se impossível tirar partido dos efeitos salutares da dança e progredir a nível técnico e estético.»

Expressão natural do corpo «Na dança oriental todos os movimentos se baseiam na expressão natural do corpo, daí que o resultado seja uma sensação de particular bem-estar. Poderemos afirmar, ainda, que quase tudo se reaprende, portanto, os vícios de postura vão sendo corrigidos. As técnicas de respiração, por exemplo, com alongamento abdominal, são de extrema importância. Para alcançar coordenação e harmonia, aprende-se a exercitar isoladamente cada parte do corpo, recorrendo-se a movimentos abdominais, de peito, de ombros, pélvis e anca», explica a professora.

As primeiras aulas são dedicadas ao chamado «círculo da lua», um trajecto imaginário, «criado» à volta da base da coluna com a anca – com a qual se «desenha» também um oito –, para além de movimentos de peito, que a seguir obriga estas zonas a trabalhar em separado e de forma contínua.

Neste, como noutro tipo de exercícios, «os joelhos devem estar sempre semiflectidos, soltos, preparados para assumir qualquer direcção», recomenda Judite Dilshad, salientando que a técnica é importante, mas, aos poucos, a aluna deverá começar a abstrair-se dela, preocupando-se com outros pormenores.

«A dança é um todo, portanto, não devemos esquecer que a expressão e a graça merecem idêntica atenção», diz a professora, afirmando: «Tenho algumas alunas menos elegantes que ficam muito preocupadas por não corresponderem ao estereótipo que criámos no Ocidente para as dançarinas, mas esta questão não passa de um pormenor… Já vi profissionais com excesso de peso, que são de um alongamento e de uma possibilidade de movimento extraordinários!»

«Divirtam-se enquanto aprendem» Aliás, há quem procure a dança oriental com o propósito de emagrecer – dá resultado desde que as aulas sejam regulares – e com outros intuitos: alívio de problemas de saúde, necessidade de relaxamento profundo, interesse em conhecer o próprio corpo ou simples convívio.

De acordo com a experiência de Judite Dilshad, pessoas muito tímidas ou com bloqueios provocados pelo stress excessivo do dia-a-dia, depois de frequentarem assiduamente as aulas, ficam mais confiantes, desinibidas e descontraídas, graças aos exercícios que ajudam a relaxar de forma natural.

Salientando que cada aluno tem o seu «timing» de aprendizagem, a professora deixa ainda algumas recomendações especiais, as mesmas que não se cansa de repetir às suas alunas:

«Essencialmente, divirtam-se enquanto dançam. Assumam, na preparação física, o alongamento para contrariar a criação de massas musculares exageradas e tentem fazer sempre melhor.»

Inês Santos, de 9 anos, é uma das alunas que segue à risca as orientações da professora. Vestida a rigor com uma longa saia semitransparente, blusa justa e o lenço de moedas, a Inês vai ondulando o corpo, ao ritmo da música, com notório à-vontade.

Sempre atenta, aperfeiçoa cada gesto, pois, confidencia-nos, «quero fazer tudo muito bem». Há quatro meses a aprender dança oriental, diz-nos que as aulas têm corrido às mil maravilhas, à excepção do «exercício de oito vertical para fora com as ancas». De resto, é um prazer «praticar mais e mais», porque «esta dança é muito bonita».

Por sua vez, Alda Costa não contesta a beleza dos movimentos, contudo, prefere destacar a importância dos exercícios e as técnicas de relaxamento. Depois da sua ginecologista a ter aconselhado a praticar ginástica para aliviar a zona pélvica, decidiu-se pela dança oriental porque nela encontrou «a possibilidade de juntar o útil ao agradável, ou seja, cuidar do físico e do espírito».

Professora de pintura, Alda Costa assegura que ao longo dos três meses de aprendizagem tem conseguido essa união perfeita e que não a preocupam algumas dificuldades na execução de «movimentos complicados».

Como refere, «na vida nada se consegue sem força de vontade, o importante é encontrarmos o equilíbrio». Parte do seu, acabou por confessar, está na dança oriental, «um autêntico bálsamo para o corpo e alma».

Aulas colectivas: A professora Judite Dilshad dá aulas durante a semana em Almada e Lisboa

Aulas particulares:

– Destinam-se a quem não tenha oportunidade de frequentar aulas regulares.

– Aconselham-se às alunas que necessitem de acompanhamento específico, face a dificuldades que em grupo seriam impossíveis de colmatar de forma eficaz.

– Quando a aluna pretende aperfeiçoar uma técnica específica.

– O horário e o preço serão acordados com a aluna, tendo em conta o número de aulas pretendido.

Indumentária:

– Saias compridas ou calças de harém (largas, apertadas no tornozelo);

– Blusa justa e confortável;

– Lenço de moedas ou de missangas.

Workshops:

Frequentemente, são organizados workshops que tanto podem ser úteis às alunas, que não têm possibilidade de frequentar aulas com regularidade, como servir de complemento à formação base adquirida durante as aulas.

Judite Dilshad Licenciada em Comunicação Cultural, Judite Dilshad tem formação básica de dança clássica. Durante 10 anos a sua avaliação esteve a cargo da Royal Academy of Dancing. Iniciou-se na dança oriental com Joana Saahirah e também recebeu aulas dos professores Shokry Mohamed e Fadua Chuffi. A sua formação contempla outros tipos de dança, como bharata-natyam (dança clássica do Sul da Índia), ministrado por Tarikavalli. Judite Dilshad dedica-se igualmente ao estudo de percussão árabe com o professor Américo Cardoso.

Para mais informações, consultar o sítio www.dilshadance.com.

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