Dança oriental » Exotismo e sensualidade no universo feminino
«Divirtam-se enquanto aprendem» Aliás, há quem procure a dança oriental com o propósito de emagrecer – dá resultado desde que as aulas sejam regulares – e com outros intuitos: alívio de problemas de saúde, necessidade de relaxamento profundo, interesse em conhecer o próprio corpo ou simples convívio.
De acordo com a experiência de Judite Dilshad, pessoas muito tímidas ou com bloqueios provocados pelo stress excessivo do dia-a-dia, depois de frequentarem assiduamente as aulas, ficam mais confiantes, desinibidas e descontraídas, graças aos exercícios que ajudam a relaxar de forma natural.
Salientando que cada aluno tem o seu «timing» de aprendizagem, a professora deixa ainda algumas recomendações especiais, as mesmas que não se cansa de repetir às suas alunas:
«Essencialmente, divirtam-se enquanto dançam. Assumam, na preparação física, o alongamento para contrariar a criação de massas musculares exageradas e tentem fazer sempre melhor.»
Inês Santos, de 9 anos, é uma das alunas que segue à risca as orientações da professora. Vestida a rigor com uma longa saia semitransparente, blusa justa e o lenço de moedas, a Inês vai ondulando o corpo, ao ritmo da música, com notório à-vontade.
Sempre atenta, aperfeiçoa cada gesto, pois, confidencia-nos, «quero fazer tudo muito bem». Há quatro meses a aprender dança oriental, diz-nos que as aulas têm corrido às mil maravilhas, à excepção do «exercício de oito vertical para fora com as ancas». De resto, é um prazer «praticar mais e mais», porque «esta dança é muito bonita».
Por sua vez, Alda Costa não contesta a beleza dos movimentos, contudo, prefere destacar a importância dos exercícios e as técnicas de relaxamento. Depois da sua ginecologista a ter aconselhado a praticar ginástica para aliviar a zona pélvica, decidiu-se pela dança oriental porque nela encontrou «a possibilidade de juntar o útil ao agradável, ou seja, cuidar do físico e do espírito».
Professora de pintura, Alda Costa assegura que ao longo dos três meses de aprendizagem tem conseguido essa união perfeita e que não a preocupam algumas dificuldades na execução de «movimentos complicados».
Como refere, «na vida nada se consegue sem força de vontade, o importante é encontrarmos o equilíbrio». Parte do seu, acabou por confessar, está na dança oriental, «um autêntico bálsamo para o corpo e alma».
Aulas colectivas: A professora Judite Dilshad dá aulas durante a semana em Almada e Lisboa
Aulas particulares:
– Destinam-se a quem não tenha oportunidade de frequentar aulas regulares.
– Aconselham-se às alunas que necessitem de acompanhamento específico, face a dificuldades que em grupo seriam impossíveis de colmatar de forma eficaz.
– Quando a aluna pretende aperfeiçoar uma técnica específica.
– O horário e o preço serão acordados com a aluna, tendo em conta o número de aulas pretendido.
Indumentária:
– Saias compridas ou calças de harém (largas, apertadas no tornozelo);
– Blusa justa e confortável;
– Lenço de moedas ou de missangas.
Workshops:
Frequentemente, são organizados workshops que tanto podem ser úteis às alunas, que não têm possibilidade de frequentar aulas com regularidade, como servir de complemento à formação base adquirida durante as aulas.
Judite Dilshad Licenciada em Comunicação Cultural, Judite Dilshad tem formação básica de dança clássica. Durante 10 anos a sua avaliação esteve a cargo da Royal Academy of Dancing. Iniciou-se na dança oriental com Joana Saahirah e também recebeu aulas dos professores Shokry Mohamed e Fadua Chuffi. A sua formação contempla outros tipos de dança, como bharata-natyam (dança clássica do Sul da Índia), ministrado por Tarikavalli. Judite Dilshad dedica-se igualmente ao estudo de percussão árabe com o professor Américo Cardoso.
Para mais informações, consultar o sítio www.dilshadance.com.

