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Conheça melhor o seu cabelo

28 Agosto, 2014 0

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Cada fio cresce em média um centímetro por mês. E pode crescer durante anos consecutivos. Até que cai e outro lhe ocupa o lugar. É um processo contínuo que respeita um ciclo de vida previamente definido.

São três as fases desse ciclo: de crescimento ou anagénese, de transição ou catagénese e de repouso ou telagénese. Cada fio cresce, de dois a seis anos, em média 3 anos, correspondentes à actividade do respectivo folículo – anagénese.

Já à superfície, entra depois num período transição em que há regressão folicular, que dura cerca de duas semanas, em que o crescimento pára – catagénese. Cerca de 1 a 3 por cento do cabelo encontra-se nesta fase. Depois entra numa fase de repouso – telagénese , que dura em média três meses. Cerca de 5 a 10 por cento dos cabelos encontra-se nesta fase, após o que se inicia a anagénese, em que os cabelos começam a cair, empurrados pelos novos fios em crescimento.

Cada uma destas fases é independente. Se o ciclo de vida se cumprisse ao mesmo ritmo para todos os fios isso significaria que cresceriam, repousariam e cairiam ao mesmo tempo, ou seja, haveria perda de cabelo total.

Não é assim de facto. A grande maioria do cabelo está em crescimento, com o comprimento do cabelo de uma pessoa a depender da duração dessa fase (isto, é claro, num cenário teórico em que o cabelo nunca fosse cortado). Apenas uma parcela mínima cai, em proporção ao número de folículos capilares de cada couro cabeludo: mas em média perdemos 50 a 100 fios por dia. Ficam no banho, na toalha, no pente, na escova, no chão da casa de banho – não indiciam qualquer problema de saúde do cabelo, antes pelo contrário é o fechar de um ciclo natural.

 

Tipos para todos

Os cabelos são normalmente divididos em tipos, de acordo com a sua relação com a produção das glândulas sebáceas. Em qualquer pessoa, o couro cabeludo é naturalmente lubrificado pelo sebo, cuja função é proteger os cabelos da perda de água. É também esta gordura natural que confere o brilho característico dos cabelos.

E é ainda ela que determina o tipo de cabelo, que oscila entre seco e oleoso, passando pelo normal. Há ainda quem considere o cabelo misto, quando é oleoso na raiz e seco nas pontas.

O cabelo é seco quando a produção sebácea é escassa e insuficiente para lubrificar os fios da raiz até à ponta. O resultado é um cabelo pouco hidratado, tendencialmente baço e quebradiço. Quando isso acontece, os fios ficam mais vulneráveis à acção de agentes externos como o sol, a poluição e processos químicos como as tintas e permanentes: as camadas abrem-se e dão origem aos chamados cabelos espigados.

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No extremo oposto situam-se os cabelos oleosos. São assim chamados porque as glândulas sebáceas são demasiado activas, produzindo sebo em excesso: o simples passar da mão pelo cabelo denuncia esta característica, além de que um cabelo assim rapidamente fica como que sujo. E isto acontece porque o sebo tende a fixar as poeiras, bem como os detritos da descamação celular do couro cabeludo.

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