Congestão nasal: Passagens estreitas - Página 4 de 5 - Médicos de Portugal

A carregar...

Congestão nasal: Passagens estreitas

12 Novembro, 2009 0

Assoar o nariz regularmente, mas sem esforçar, é um deles, na medida em que estimula a descida do muco. Inalar vapores de soro fisiológico, no mínimo por dez minutos, também contribui para soltar as secreções.

[Continua na página seguinte]

Um gesto que pode ser reforçado com a aplicação de uma solução salina, que ajuda a limpar o nariz. A ingestão de líquidos – água, chá, sopa – é também aconselhada, excluindo as bebidas com cafeína pois secam a mucosa nasal, podendo agravar a congestão, isto em situações prolongadas.

Os bebés devem merecer cuidados particulares: o gesto de assoar deve ser substituído pela utilização de um aspirador nasal, para remover o muco. Se as secreções forem muito espessas, duas ou três gotas de uma solução salina ajudam a torná-las mais líquidas e facilitam a sua expulsão.

E porque a congestão tende a piorar na posição horizontal é útil dormir com a cabeça ligeiramente elevada em relação ao resto do corpo.

Estas medidas podem, no entanto, revelar-se insuficientes para lidar com a congestão.

Pode então ser necessário recorrer a medicamentos, sendo, geralmente, usados dois tipos: os descongestionantes e os anti-histamínicos.

Os primeiros têm um efeito vasoconstritor, o que significa que diminuem a exsudação dos vasos sanguíneos, alargando a passagem de ar e, assim, facilitando a saída do muco, quando existe.

Os segundos mais eficazes quando se trata de uma causa alérgica, entre outras acções reduzem a quantidade de muco, pelo que também contribuem para uma melhor respiração.

Há associações dos dois para este efeito. Uns e outros devem, no entanto, ser utilizados com moderação: os descongestionantes em excesso, agravam os sintomas que deveriam atenuar. Além disso, os descongestionantes imitam a acção da adrenalina, uma hormona que entre outras acções, origina constrição das pequenas artérias.

Juntos, podem fazer disparar a pressão arterial, acelerar o ritmo cardíaco e perturbar o sono. Assim se explica que os descongestionantes estejam contra-indicados para doentes com problemas cardíacos e hipertensão, mas também com glaucoma e hiperplasia benigna da próstata.

Em geral, a congestão nasal desaparece ao fim de alguns dias. Mas há situações em que deve merecer outra atenção: se durar mais de duas semanas se, for acompanhada de inchaço na fronte, nos olhos ou na face, se a tosse se prolongar por mais de dez dias, se o muco se apresentar amarelo-esverdeado, se existir prurido nasal, espirros, hidrorreia de forma continuada. Sempre que a congestão interfira seriamente com o quotidiano deve suscitar uma consulta médica.

O mesmo é válido se dificultar a alimentação e a respiração nos bebés ou se ocorrer em bebés com menos de dois meses e acompanhada de febre.

Agora que entrámos no Inverno é natural que a congestão nasal se anuncie. Ela anda, com frequência, à boleia de vírus como os que causam a constipação e a gripe. E esta é a época…

[Continua na página seguinte]

Usar sem abusar

Os descongestionantes nasais estão na primeira linha do tratamento farmacológico da congestão nasal. Existem três tipos: as tiras nasais, sem recurso a medicamentos, que abrem as fossas nasais, aliviando a congestão nasal, os sistémicos, de administração oral e que necessitam de mais tempo e doses mais elevadas para serem eficazes e os tópicos – sprays ou gotas que se aplicam directamente no nariz, tendo uma acção mais rápida mas mais efeitos secundários.

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.