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Congestão nasal: Passagens estreitas

12 Novembro, 2009 0

Aplicá-los adequadamente também é importante:

• Tiras nasais – O doente deve lavar, secar o nariz e aplicar as tiras, pressionando suavemente as pontas para fixá-las. As tiras são retiradas com água morna ao lavar o rosto ou durante o duche.

• Gotas – O doente deve estar reclinado para trás, aplicar as gotas e rodar a cabeça lentamente para ambos os lados, de modo a que a solução se espalhe pela mucosa nasal; deve permanecer nesta posição alguns minutos após a aplicação, para não haver o risco de as gotas serem deglutidas.

• Spray – O doente deve manter a cabeça direita e inspirar ao mesmo tempo que aplica o medicamento; o aplicador deve ser retirado da narina antes de aliviar a pressão, de modo a deixar o ar passar e evitar a contaminação com secreções.

São cuidados essenciais para que os descongestionantes sejam eficazes: e eficácia é aqui sinónimo de respiração facilitada.

É comum no Inverno, mas pode acontecer em qualquer altura do ano: a congestão nasal é um dos sintomas de doenças como a constipação e a gripe, a sinusite e a rinite, quer seja ou não de origem alérgica.

Pode também ser causada por uma anomalia do septo nasal, pela existência de pólipos nasais ou tumores e, sobretudo entre as crianças, pela presença de um corpo estranho no nariz.

O pó, o pêlo dos animais, perfumes, condimentos e o fumo do tabaco podem contribuir igualmente para deixar o nariz congestionado. E até o uso incorrecto dos medicamentos descongestionantes tem responsabilidades: em vez de alívio, pode agravar o desconforto. Em torno da congestão nasal gravita uma ideia errada – a de que se deve simplesmente ao excesso de muco espesso.

Mas, na realidade, o que a causa é um edema da mucosa que reveste o nariz devido à dilatação dos vasos sanguíneos. As narinas ficam, assim, mais estreitas, podendo o muco contribuir adicionalmente para esta obstrução. Em consequência, há dificuldade em respirar, respirando-se mais pela boca.

Dependendo da causa subjacente, pode surgir uma tosse persistente, dores de cabeça e uma sensação de rosto inchado. E comer, beber ou falar são gestos simples que se tornam muito incómodos. A congestão nasal tem um impacto diferente consoante a idade do doente. Num lactente pode interferir seriamente com a alimentação e com a respiração: é que, quer sejam amamentados, quer sejam alimentados a biberão, necessitam de respirar pelo nariz pois a boca está preenchida com o mamilo materno ou com a tetina.

Um nariz entupido é, pois, perturbador, afectando a sucção e a respiração. Já numa criança mais velha, a congestão nasal pode ser apenas um incómodo passageiro, mas quando se mantem pode interferir com a audição e com o desenvolvimento da linguagem e com o sono, estando associada a episódios de apneia (breves paragens respiratórias durante o sono).

 

Descongestionar mas com prudência

Perante um nariz obstruído, e dado o desconforto, o que há a fazer é actuar sobre as secreções, se existirem, tornando-as mais fluidas de modo a facilitar a sua expulsão. E, na maioria das vezes, consegue-se sem necessidade de recorrer a medicamentos, com alguns cuidados simples.

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