Celulite, a outra Celulite
Paralelamente à terapêutica, há outros cuidados a adoptar, nomeadamente manter as pernas elevadas. É que a gravidade contribui para diminuir o inchaço. Não basta, porém, apoiar as pernas num banco, é preciso que o tornozelo fique mais alto do que as ancas: uma forma de o conseguir é , por exemplo, deitar-se no sofá e apoiar as pernas no respectivo braço ou, na cama, colocar várias almofadas sob a extremidade inferior do colchão.
Outros cuidados úteis passam pela limpeza diária da pele afectada e pela aplicação de um creme hidratante. Pachos frios e húmidos também proporcionam alívio.
A celulite de origem bacteriana é para levar a sério. É que a infecção pode espalhar-se rapidamente, sendo várias as complicações possíveis: se afectar a pele em redor dos olhos há o risco de chegar ao cérebro; se penetrar na corrente sanguínea pode infectar as válvulas cardíacas ou abrir caminho a uma septicemia (por libertação de toxinas no sangue).
São riscos que se podem prevenir, sobretudo quando se tem subjacente um factor de risco como a diabetes ou problemas circulatórios.
Há que cuidar da pele, mantendo-a a salvo de lesões. Hidratar, cortar cuidadosamente as unhas de mãos e pés, proteger as mãos (com luvas quando executar tarefas que possam agredi-las) e os pés (usando calçado confortável e adequado ao esforço a desenvolver), tratar atempada e correctamente as infecções cutâneas superficiais (como o pé-de-atleta).
Importante é também vigiar a pele e agir rapidamente se detectar alterações, por ligeiras que pareçam: uma mancha de pele que fique quente e vermelha ou que pareça estar a alargar deve suscitar uma consulta médica. É que a celulite trata-se e permite uma recuperação completa se diagnosticada a tempo. Já a outra celulite é mais persistente, teimando em manter-se apesar das várias ofensivas para devolver à pele a sua textura lisa…

