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Alimentação saudável e actividade física: Elementos chave na prevenção das doenças crónicas

4 Abril, 2007 0

Estima-se que, em 2005, as doenças crónicas – diabetes, cancro, obesidade, doenças cardiovasculares, entre outras – foram responsáveis, globalmente, pela morte de cerca de 35 milhões de pessoas.

Sabe-se que cerca de 80% das doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, assim como 40% dos cancros, podem ser prevenidos através da adopção de hábitos alimentares saudáveis, da prática regular de actividade física e da ausência de tabaco. Assim sendo…“mais vale prevenir que remediar”!

Adoptar hábitos alimentares mais saudáveis não significa fazer uma alimentação restritiva ou monótona. Pelo contrário, um dos pilares para uma alimentação saudável é a variedade.

Outros princípios fundamentais de um padrão alimentar mais saudável incluem: fazer uma alimentação completa e equilibrada; consumir hortaliças, legumes, fruta, cereais e seus derivados, tubérculos e leguminosas em abundância; reduzir o consumo total de sal, açúcar e gordura; evitar as gorduras saturadas, as gorduras trans; e consumir água regularmente.

Ser fisicamente activo implica a prática de, pelo menos, meia hora diária de exercício físico de intensidade moderada ou intensa (andar a pé, correr, jogar à bola, dançar, etc.). Mas, se objectivo não for só reduzir o risco de doenças crónicas (se for, por exemplo, a redução de peso), o tempo de actividade física diária terá, provavelmente, que ser superior.

Escolhas individuais rumo à prevenção da doença crónica

As recomendações anteriormente mencionadas permitem orientar as escolhas individuais rumo à prevenção de doenças crónicas. No entanto, é de salientar que a adopção de padrões alimentares mais saudáveis e de um estilo de vida mais activo não depende apenas da responsabilidade do indivíduo, nem somente da sua vontade ou motivação pessoal.

O ambiente económico, cultural e social influencia indubitavelmente todas as escolhas pessoais. Deste modo, é necessário que, no ambiente em que os indivíduos tomam as suas decisões, as opções saudáveis sejam acessíveis a todos e fáceis de adoptar.

Todos os indivíduos encontram no seu quotidiano barreiras à adopção de estilos de vida mais saudáveis que não podem ser ignoradas: o preço dos alimentos nutricionalmente mais ricos; a ausência de opções alimentares mais saudáveis nos locais de trabalho ou nas escolas; a insegurança nas estradas que impossibilita caminhar até à escola; ou a inexistência de um local para tomar duche e trocar de roupa para quem gostaria de ir de bicicleta para o emprego.

Para superar estas barreiras, que claramente não dependem da responsabilidade individual, torna-se necessário implementar estratégias que permitam alterar o ambiente em que o individuo se insere, de forma a facilitar e favorecer a adopção de estilos de vida mais saudáveis.

Por isso, é indispensável o estabelecimento de diálogos e parcerias entre os sectores interessados (saúde, agricultura, educação, urbanização, transportes, indústria alimentar…). Só através de uma abordagem multidisciplinar e intersectorial orientada para um objectivo comum – facilitar ao indivíduo a adopção de estilos de vida mais saudáveis – se conseguirá contribuir, de modo eficaz, para a prevenção de doenças crónicas.

“Cerca de 80% das doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2, assim como 40% dos cancros, podem ser prevenidos através da adopção de hábitos alimentares saudáveis, da prática regular de actividade física e da ausência de tabaco”.

Vanessa Candeias – Nutricionista
Instituto de Medicina Preventiva da
Faculdade de Medicina de Lisboa

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