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16 de Outubro, Dia Mundial da Alimentação » Só mais uns quilos…

1 Outubro, 2004 0

Há magros e magros «Para determinar se há ou não magreza, é necessário que o índice de massa corporal seja inferior a 18,5», informa a Prof.ª Isabel do Carmo, endocrinologista, exemplificando:

«Utilizando o mesmo método que se usa para o excesso de peso, divide-se o peso pela altura duas vezes; se o resultado for igual ou menor que 18,5, estamos perante um caso de magreza. No nosso País, estima-se que 4% da população sofra deste problema.»

É, no entanto, fundamental distinguir aqueles que sempre foram magros dos que emagreceram recente e repentinamente. Para quem nasceu magro, e assim continua, é provável que a magreza seja constitucional, ou seja, pode não haver uma patologia associada. Já quando ocorreu um emagrecimento repentino, investiga-se a razão que conduziu a tal situação.

«Se uma pessoa sempre foi magra e nunca teve falta de forças nem perda de apetite e se não sofre de doenças infecciosas, não se deve preocupar, mas sim ficar com a sua magreza, que não lhe faz mal nenhum. Poderá, contudo, por uma questão de estética, querer ter mais 3-4 kg», salienta Isabel do Carmo, indicando uma solução para magros constitucionais:

«Caso não haja qualquer doença detectável, é possível fazer um programa para aumentar o peso, que inclui um plano alimentar com comida hipercalórica, ou seja, com aqueles alimentos que dizemos às pessoas com excesso de peso para não comerem. Em certos casos, são administrados suplementos alimentares, vitaminas (especialmente a vitamina B12) ou fármacos para abrir o apetite.»

Outras causas… Em relação aos indivíduos que sofreram um emagrecimento recente e acentuado, Isabel do Carmo diz: «Existem algumas doenças que têm de ser postas em hipótese, como o hipertiroidismo, a diabetes juvenil, doenças crónicas, doenças malignas, a depressão ou certos parasitas. Se for detectada alguma doença, é administrada uma terapêutica; só depois, e se necessário, é que tratamos a magreza.»

Por outro lado, a falta de apetite não deve ser desconsiderada. Para a endocrinologista, «é necessário descobrir o que causa falta de apetite, já que, regra geral, está relacionada com uma doença. Pode, por exemplo, ser alergia ao glúten».

«Existem, ainda, indivíduos que são magros voluntariamente. Têm uma ingestão de alimentos baixa, porque não querem engordar e porque têm horror à gordura. É uma anomalia da família das anorexias nervosas, que tem o respectivo tratamento como uma perturbação do comportamento alimentar que é», indica a especialista.

Alimentos que engordam Eis exemplos de alimentos hipercalóricos aconselhados por Isabel do Carmo: • Pequeno-almoço ou lanche Papas de iogurte com bolachas, fruta e açúcar; Papas de bebé; Batidos. • Almoço e jantar Refeições à base de comida mais concentrada em calorias, cujos alimentos não levam muito tempo a mastigar e cada garfada contém elevadas calorias, como empadão ou puré de batata;

Sobremesas: pudim, arroz doce, mousse de chocolate ou doces com natas.

Sofia Filipe

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