Estarei deprimido?
7. Sinto-me feio e sem interesse?
A fisionomia do doente depressivo é séria, triste e muitas vezes desesperada. A mímica pode exprimir uma preocupação ansiosa. O olhar é fixo e distante. Por vezes as perturbações da mímica são acompanhadas pela pobreza dos movimentos. Estes são lentos, penosos e sem força. Também o falar é lento. O doente arrasta as palavras e fala baixo. Este empobrecimento da fala pode acabar em mutismo: os doentes dizem apenas algumas palavras sussurradas ou deixam de falar por completo.
8. Sinto-me culpado, doente e com medo?
Nas depressões há três temas recorrentes, típicos que estão ligados ao bem-estar físico e psíquico do doente: ideias hipocondríacas, medo de empobrecer e sensação de culpa. O mais frequente é a ansiedade hipocondríaca que se pode agravar até ao delírio. Os doentes acreditam, por exemplo, que sofrem de uma doença incurável. Também o medo de empobrecer pode intensificar-se até chegar ao delírio. Aparece em geral em doentes de idade avançada que perdem a noção de segurança do seu emprego ou dos seus rendimentos. Mais raras são as ideias delirantes de pecado juntamente com a sensação de culpa. Os doentes falam dos seus sentimentos de culpa com argumentos que carecem de realidade.
Como se pode verificar, a depressão não é um sintoma isolado mas, um conjunto de sintomas. Somente a existência simultânea de um ou mais sintomas típicos, como por exemplo a tristeza, diminuição ou aumento da actividade psicomotora, inibição do pensamento ou perturbações somáticas, é que caracteriza a “síndrome depressiva”. Se pensa que pertence ao cada vez mais crescente número de pessoas que sofre de depressão, recorra a um técnico de saúde mental o mais rapidamente possível de modo a avaliar as suas opções.
Lara R. Alves
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