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Espasticidade

3 Abril, 2009 0

A espasticidade é a rigidez muscular que dificulta ou impossibilita o movimento, em especial dos braços e das pernas. Acontece quando se verifica uma lesão numa parte do sistema nervoso central que controla os movimentos voluntários, e pode ter origem no cérebro ou na medula espinal.

As lesões provocam uma alteração no equilíbrio dos sinais transmitidos entre o sistema nervoso e os músculos.

Este desequilíbrio origina uma actividade acrescida ou espasmos nos músculos.

Os sintomas da espasticidade podem variar desde uma leve contracção muscular até uma rigidez severa.

A impossibilidade de controlar os músculos voluntários poderá aumentar o grau de dificuldade para realizar actividades diárias tais como vestir, comer, escovar os dentes ou os cabelos.

A espasticidade nos músculos dos membros inferiores pode interferir com a capacidade para andar ou sentar, por exemplo, enquanto que a espasticidade nos pés pode impedir o uso de sapatos pela deformidade causada.

Entre as condições habitualmente associadas à espasticidade em crianças encontram-se a paralisia cerebral e, em adultos as lesões traumáticas da medula espinal e a esclerose múltipla.

Aproximadamente, 80 entre cada 100 pacientes com paralisia cerebral têm espasticidade, de maior ou menor intensidade.

A espasticidade afecta, negativamente, os músculos e as articulações das extremidades, causando movimentos e posturas anormais e é especialmente prejudicial nas crianças em crescimento.

Todos os anos surgem aproximadamente 200 a 250 novos casos de paralisia cerebral em Portugal.

 

Cirurgia para o tratamento da espasticidade

A espasticidade pode dificultar as actividades do dia-a-dia e afectar negativamente as funções normais do doente.

Um dos métodos possíveis para tratar a espasticidade é a medicação antiespástica. No entanto, embora a medicação oral resulte em milhares de pessoas, alguns doentes podem necessitar de doses elevadas para controlar eficazmente a sua espasticidade.

Uma dose elevada do medicamento antiespástico pode causar efeitos secundários intoleráveis, como náuseas, vómitos, sonolência, confusão, problemas de memória e de atenção e, contudo, não produzir os resultados desejados.

Para alguns destes doentes é mais eficaz administrar pequenas doses do medicamento antiespástico directamente no local onde este é necessário, através da implantação de uma bomba de infusão de medicamento.

A utilização deste tratamento é recomendada para o tratamento da espasticidade grave que não é possível de controlar devidamente com a medicação oral.

A bomba é implantada cirurgicamente por baixo da pele do abdómen e ligada a um cateter fino e flexível que passa por baixo da pele até ao espaço intratecal na medula espinal, onde administra continuamente doses de medicação controladas de forma precisa para controlar a espasticidade do doente.

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Como o medicamento é administrado directamente no local de actuação, são necessárias apenas pequenas doses (geralmente 100 vezes inferiores à dose oral equivalente). Como a quantidade de medicamento que passa a circular no corpo é muito reduzida, diminui a possibilidade de ocorrência de efeitos secundários indesejáveis.
Este sistema é colocado durante um procedimento cirúrgico que exige um curto internamento. A cirurgia demora habitualmente cerca de 1 hora e é executada sob anestesia geral.

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