Energia para crescer
São atractivos no sabor, na textura e na apresentação. E são o ideal quando não há propriamente um padrão de alimentação: os adolescentes fazem mais refeições fora de casa e saltam refeições, substituindo-as por lanches de alimentos com baixo teor nutritivo mas elevado teor calórico.
Em tempo de aulas, e tendo em conta que muitos prescindem do pequeno-almoço, só o jantar os senta à mesa de família: pelo meio, preferem os cafés em redor da escola e as máquinas automáticas à cantina, o que é meio caminho andado para comerem mal.
Este é um dos riscos. No outro extremo situam-se os distúrbios alimentares, potenciados por uma imagem distorcida que, não raro, os adolescentes têm do próprio corpo.
Sentem-se gordos de mais, mesmo quando a balança e o espelho lhes dizem o contrário. E tentam tudo por tudo para perder os imaginários quilos em excesso. Mais as raparigas, mas também os rapazes. Caem nas malhas da anorexia e da bulimia, ambas relações obsessivas com a comida.
A primeira é alimentada por um medo intenso de engodar que conduz a uma rejeição dos alimentos: o que se come é avaliado ao grama. A segunda caracteriza-se pela alternância entre a ingestão compulsiva de alimentos e comportamentos de purga, nomeadamente a toma de laxantes ou o jejum.
Ambos os distúrbios colocam a saúde em risco: perdem-se quilos é certo, mas também se fragiliza o organismo.
São os extremos de quem se sente perdido entre a infância e a idade adulta, utilizando, ainda que involuntariamente, os alimentos para satisfazer necessidades mais emocionais do que fisiológicas.
Alimentar a adolescência
Os adolescêntes precisam de energia para sustentar o crescimento, o que passa por:
• Aumentar a ingestão de hidratos de carbono (pão, massa, arroz, batata, cereais), diversificando mas sem exagerar;
• Reforçar o consumo de produtos lácteos;
• Manter o consumo de proteínas, mas limitando a gordura de origem animal;
• Aumentar a ingestão de frutas e legumes;
• Beber água em abundância;
• Evitar as bebidas gaseificadas e refrigerantes;
• Moderar o sal e o açúcar;
• Tomar sempre o pequeno-almoço;
• Repartir as refeições para evitar as compulsões alimentares;
• Praticar exercício físico.
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