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De pólipos a cancro

15 Junho, 2009 0

Já sobre os factores de risco relacionados com o estilo de vida é possível agir: introduzindo as necessárias alterações na dieta (sempre desejáveis do ponto de vista da saúde) e reduzindo ou mesmo evitando o consumo de álcool e o hábito de fumar. A actividade física também ajuda, pois existem dados que sugerem que pode baixar em 24 por cento o risco, para 30 minutos de exercício físico cinco vezes por semana. Além de que o exercício combate a obesidade, também associada ao cancro do cólon e do recto (bem como a muitas outras doenças que importa prevenir, como as cardiovasculares).

 

Cirurgia no caminho do cancro

A detecção precoce é fundamental, neste como noutros tipos de cancro. E aqui passa por consultar o médico perante os sintomas, como, por exemplo, a presença de sangue nas fezes. Perante a suspeita, são realizados vários testes de diagnóstico. E, se se confirmar a existência de um tumor, serão pedidos testes adicionais para identificar o estádio de desenvolvimento em que se encontra.

Consideram-se cinco estádios, sendo que no primeiro o cancro está confinado à parede interna do cólon ou do recto – é o chamado carcinoma in situ, e no último já se espalhou para outros órgãos, como o fígado ou os pulmões, depois de ter invadido os nódulos linfáticos mais próximos.

É em função da extensão do cancro que o tratamento é definindo, considerando-se três opções: a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. A cirurgia é o mais comum, mas há procedimentos diferentes consoante a massa cancerígena a remover. Assim, pequenos pólipos podem ser removidos através de colonoscopia (técnica que consiste na introdução de um tubo flexível pelo recto, também utilizada para observação do intestino).

Cancro na fase inicial pode ser tratado por laparoscopia, uma técnica cirúrgica pouco invasiva que envolve a introdução de um tubo através de uma pequena incisão na região abdominal.

Já o cancro na fase mais avançada requer uma cirurgia tradicional para remoção da parte do intestino afectada, bem como de uma margem de tecido saudável – este é um gesto de precaução, visando assegurar que não ficam células malignas para trás. Pela mesma razão são igualmente removidos os nódulos linfáticos mais próximos.

O cirurgião procede depois à união das porções saudáveis do cólon ou do recto. Mas nem sempre isso é possível, podendo ser necessária uma colostomia temporária ou definitiva. Trata-se de um procedimento que consiste numa abertura no abdómen à qual é ligado o cólon: as fezes passam a ser eliminadas por aí, sendo depositadas num saco próprio que acompanha sempre o doente.

Paralelamente à cirurgia o tratamento pode envolver a quimioterapia, técnica que utiliza medicamentos para matar as células cancerígenas, mas também controlar o crescimento do tumor ou apenas aliviar os sintomas (nos casos mais avançados). Náuseas e vómitos, úlceras na boca, fadiga e perda de cabelo são alguns dos efeitos secundários da quimioterapia.

Já a radioterapia socorre-se de fontes de energia potentes, caso dos raios X, para destruir as células que possam ter sobrevivido à cirurgia, para reduzir a dimensão de tumores maiores antes de uma operação ou para atenuar os sintomas. Tem igualmente efeitos secundários, incluindo diarreia, fadiga, perda de apetite e náuseas.

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