Crononutrição: horas para comer?
Com as conquistas da tecnologia reduziuse progressivamente (na sociedade actual, por vezes, drasticamente) as diferenças na iluminação (a luz artificial colide com a escuridão natural), na temperatura (aquecem-se os ambientes no Inverno, ou de noite, e arrefecem-se no Verão, ou de dia), na actividade (o trabalho, para muitos, consiste em estar sentado frente a uma máquina), no sono/vigília (dorme-se fora de horas, por períodos curtos) e na alimentação (eliminaram-se, frequentemente, os períodos de jejum).
Ritmos regulares de alimentação
Enquanto não dispomos de estudos científicos que nos mostrem claramente quais os ritmos de alimentação mais convenientes, recorramos à tradição, aos conhecimentos de cronobiologia e ao senso comum para organizarmos saudavelmente a forma de comer: cada um saberá o que melhor lhe convém, mas terá seguramente vantagens em respeitar um padrão regular, isto é, ter horas de comer, de modo a utilizar os mecanismos de antecipação fisiológicos que a prática dum horário regular permite; cultivar a moderação, quer na quantidade, quer na frequência da alimentação; e não esquecer o que muitos homens sabem desde há muito tempo (Ecclesiastes): “Todas as coisas têm o seu tempo, e tudo o que existe debaixo dos céus tem a sua hora”. Há horas para comer e horas para jejuar!
Isabel Azevedo | Médica, Professora de Bioquímica na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
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