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Conjuntivite: Olhos sensíveis

8 Julho, 2010 0

Quando a conjuntivite resulta de uma irritação do olho, devido, por exemplo, a contacto com uma substância agressiva (como o cloro das piscinas) ou com um corpo estranho, produzem-se sintomas muito semelhantes: o olho fica vermelho e pode formar-se uma descarga mucosa, mas geralmente é suficiente uma lavagem para eliminar a causa da inflamação e ao fim de um dia costuma obter-se alívio significativo.

A cada uma o seu tratamento

Normalmente, a conjuntivite não tem consequências severas, mas requer uma intervenção precoce dado o seu elevado grau de contagiosidade.

Significa isso que é preciso agir aos primeiros sintomas, com o tratamento a depender da causa da inflamação. A conjuntivite bacteriana trata-se com recurso a antibióticos, sob a forma de uma pomada ou gotas. Num a dois dias começam a sentir-se melhoras, mas é fundamental cumprir o tratamento até ao fim, de acordo com as indicações médicas, de modo a prevenir o regresso da infecção.

No caso da viral, que não beneficia destes medicamentos, há que deixar o vírus seguir o seu curso, atenuando os sintomas com a ajuda de um colírio (não antibiótico), das chamadas “lágrimas artificiais” ou simplesmente de soro fisiológico.

As melhoras não se notam de imediato, podendo até haver algum agravamento dos sintomas nos primeiros dias. Podem ser necessárias duas a três semanas para o vírus desaparecer.

Quando a causa é alérgica, o alívio provém da toma de anti-histamínicos (que inibem a produção de histamina) ou da aplicação de medicamentos tópicos anti-alérgicos. Já no que respeita à exposição a substâncias irritantes, o alívio é conseguido através da lavagem dos olhos com água morna, devendo-se evitar o contacto com a causa (não frequentando a piscina durante algum tempo, por exemplo).

Em relação à oftalmia neonatal, requer a administração preventiva de antibiótico, o mais cedo possível após o nascimento, já que a visão pode ser afectada. Quando a conjuntivite é recorrente num recém-nascido, pode significar que o canal lacrimal não está completamente aberto: o pediatra avalia a situação e, se não houver desobstrução espontânea, pode remeter para a intervenção especializada de um oftalmologista.

O grande problema com a conjuntivite provocada por vírus e bactérias é que se trata de uma doença altamente contagiosa. Uma pessoa infectada pode contagiar outras durante uma a duas semanas após os primeiros sintomas, o que explica que a conjuntivite se espalhe nas creches e infantários e que uma criança doente deva ficar em casa até não haver risco de contágio.

As mãos são o principal veículo da infecção, o mesmo acontecendo com a partilha de objectos pessoais, da toalha à almofada, das lentes de contacto aos colírios, passando pelos cosméticos. Daí que a prevenção passe pelo uso individual destes objectos e por uma boa higiene das mãos, evitando levá-las aos olhos.

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Mãos que previnem

As mãos são o principal veículo de contágio e por elas passa também boa parte da prevenção. Eis alguns cuidados essenciais quando se tem conjuntivite:

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