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Cancro do pulmão mata três mil portugueses por ano

A actual incidência do cancro do pulmão em Portugal não é conhecida com rigor. Os dados existentes apontam para uma taxa de incidência anual de 30 novos casos por cada 100.000 habitantes, que resulta em aproximadamente três mil mortes por ano.

É, de entre todos os tipos de tumor, o mais temido, mas nem por isso o mais prevenido. Quando se revelam os primeiros sintomas, em geral, atingiu-se uma fase avançada da história natural da doença oncológica.

Quando o cancro do pulmão se apresenta nesta fase, o que acontece com frequência nestes doentes, as alternativas terapêuticas do ponto de vista curativo são escassas, e, consequentemente, a esperança de vida após o diagnóstico é limitada.

«Nem sempre é possível curar um doente com cancro do pulmão, porque a maioria tem doença oncológica avançada aquando do diagnóstico. O cancro do pulmão é um tumor maligno com grande agressividade, sendo que só uma pequena percentagem de doentes se apresenta com doença limitada, e, portanto, com potencialidade de cura através da cirurgia», explica o Prof. Henrique Queiroga, pneumologista do Hospital de S. João, no Porto, adiantando:

«Todos os casos não cirúrgicos são obviamente para tratar (através de quimioterapia e radioterapia), mas com a intenção de prolongar a sobrevivência com qualidade de vida.»

Tosse persistente ou com sangue, dor no peito, rouquidão, episódios frequentes de pneumonia, bronquite ou «asma», falta de fôlego, perda de peso e de apetite são alguns dos sintomas do cancro do pulmão, isto após algum tempo, durante o qual a doença se desenvolve silenciosamente. Para além destes, outros sintomas podem estar associados, dependendo da extensão da doença e das áreas afectadas no momento do diagnóstico.

Diagnosticar é urgente

Por serem comuns a muitas outras doenças e poderem ser causados por outras condições clínicas, nem sempre os sintomas do cancro do pulmão são valorizados, o que, por vezes, retarda o diagnóstico. Como tal, a avaliação médica é necessária para o apuramento das causas e para o estabelecimento da terapêutica mais apropriada.

«A suspeita do diagnóstico de cancro do pulmão deriva da presença de sintomas, o que indica que o caso clínico é eventualmente avançado. No doente sem sintomas o diagnóstico é feito pelos exames imagiológicos do tórax (radiografia ou TAC torácico). Obviamente que o diagnóstico só é possível através da confirmação de células tumorais no exame citológico da expectoração, ou nas biopsias brônquicas e pulmonares», esclarece o pneumologista.

Após o diagnóstico é possível definir o estadiamento do tumor, isto é, saber se a doença oncológica está localizada apenas ao tórax ou se já apresenta metástases à distância. É a partir daqui que se traça o plano de tratamento mais adequado para cada doente. Segundo Henrique Queiroga «só após o estadiamento é possível saber qual a melhor abordagem terapêutica para cada caso clínico».

«O cancro do pulmão é o tumor maligno com maior taxa de mortalidade. Nos melhores centros médicos dos EUA, a taxa de sobrevivência aos cinco anos é de 16%. Na Europa essa taxa é de 12%. Isto se considerarmos a totalidade dos doentes, pois nas situações mais avançadas (já com metástases), a sobrevivência aos cinco anos é de 0%», alerta o especialista.

«Os principais factores de risco no cancro do pulmão são a exposição ao fumo do tabaco (este fundamentalmente), e com menos peso a poluição atmosférica (gases do escape dos automóveis), poluentes profissionais (asbestos, minas de urânio) e exposição a radiações», aponta Henrique Queiroga.

A prevenção passa exactamente por evitar a exposição a estes agentes, mas, como sublinha o pneumologista do Hospital de S. João, «as soluções terapêuticas curativas são relativamente limitadas, e, não havendo avanços significativos nas últimas décadas, o prognóstico na generalidade dos casos é reservado».

É, de entre todos os tipos de tumor, o mais temido, mas nem por isso o mais prevenido. Quando se revelam os primeiros sintomas, em geral, atingiu-se uma fase avançada da história natural da doença oncológica.

Quando o cancro do pulmão se apresenta nesta fase, o que acontece com frequência nestes doentes, as alternativas terapêuticas do ponto de vista curativo são escassas, e, consequentemente, a esperança de vida após o diagnóstico é limitada.

«Nem sempre é possível curar um doente com cancro do pulmão, porque a maioria tem doença oncológica avançada aquando do diagnóstico. O cancro do pulmão é um tumor maligno com grande agressividade, sendo que só uma pequena percentagem de doentes se apresenta com doença limitada, e, portanto, com potencialidade de cura através da cirurgia», explica o Prof. Henrique Queiroga, pneumologista do Hospital de S. João, no Porto, adiantando:

«Todos os casos não cirúrgicos são obviamente para tratar (através de quimioterapia e radioterapia), mas com a intenção de prolongar a sobrevivência com qualidade de vida.»

Tosse persistente ou com sangue, dor no peito, rouquidão, episódios frequentes de pneumonia, bronquite ou «asma», falta de fôlego, perda de peso e de apetite são alguns dos sintomas do cancro do pulmão, isto após algum tempo, durante o qual a doença se desenvolve silenciosamente. Para além destes, outros sintomas podem estar associados, dependendo da extensão da doença e das áreas afectadas no momento do diagnóstico.

Diagnosticar é urgente

Por serem comuns a muitas outras doenças e poderem ser causados por outras condições clínicas, nem sempre os sintomas do cancro do pulmão são valorizados, o que, por vezes, retarda o diagnóstico. Como tal, a avaliação médica é necessária para o apuramento das causas e para o estabelecimento da terapêutica mais apropriada.

«A suspeita do diagnóstico de cancro do pulmão deriva da presença de sintomas, o que indica que o caso clínico é eventualmente avançado. No doente sem sintomas o diagnóstico é feito pelos exames imagiológicos do tórax (radiografia ou TAC torácico). Obviamente que o diagnóstico só é possível através da confirmação de células tumorais no exame citológico da expectoração, ou nas biopsias brônquicas e pulmonares», esclarece o pneumologista.

Após o diagnóstico é possível definir o estadiamento do tumor, isto é, saber se a doença oncológica está localizada apenas ao tórax ou se já apresenta metástases à distância. É a partir daqui que se traça o plano de tratamento mais adequado para cada doente. Segundo Henrique Queiroga «só após o estadiamento é possível saber qual a melhor abordagem terapêutica para cada caso clínico».

«O cancro do pulmão é o tumor maligno com maior taxa de mortalidade. Nos melhores centros médicos dos EUA, a taxa de sobrevivência aos cinco anos é de 16%. Na Europa essa taxa é de 12%. Isto se considerarmos a totalidade dos doentes, pois nas situações mais avançadas (já com metástases), a sobrevivência aos cinco anos é de 0%», alerta o especialista.

«Os principais factores de risco no cancro do pulmão são a exposição ao fumo do tabaco (este fundamentalmente), e com menos peso a poluição atmosférica (gases do escape dos automóveis), poluentes profissionais (asbestos, minas de urânio) e exposição a radiações», aponta Henrique Queiroga.

A prevenção passa exactamente por evitar a exposição a estes agentes, mas, como sublinha o pneumologista do Hospital de S. João, «as soluções terapêuticas curativas são relativamente limitadas, e, não havendo avanços significativos nas últimas décadas, o prognóstico na generalidade dos casos é reservado».

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