Bom e Mau Colesterol - Página 2 de 2 - Médicos de Portugal

A carregar...

Bom e Mau Colesterol

27 Dezembro, 2008 0

Nos povos mediterrânicos, nomeadamente em Creta, onde se consome azeite e beldroegas, há menos doenças cardiovasculares, sem, contudo, existirem taxas de colesterol particularmente baixas, talvez por estes alimentos terem uma função de protecção contra os inconvenientes de outros, mostrando que a alimentação pode ter uma função essencial no desenvolvimento dos depósitos ateromatosos das doenças cardíacas.

Então, porque motivo nos devemos privar dum alimento saudável, com a condição de o ingerir em quantidade razoável e utilizar produtos de fabrico industrial, cuja composição ignoramos totalmente? Uma interrogação pertinente, mas cuja resposta depende de cada um.

Modifique o seu estilo de vida
Se sem colesterol a vida humana não é possível, devemos combater, sim, o “mau colesterol”, mas talvez possamos ter um maior benefício se envidarmos esforços no sentido de fazer subir o ” bom colesterol”, se porventura ele estiver tão baixo que não permita uma protecção vascular.

Para isso, temos que modificar o nosso estilo de vida no sentido duma alimentação pobre em gorduras animais e fritos e, se necessário, tratamento medicamentoso, para descer o “mau colesterol”.

Parar de fumar, praticar actividade física, que poderá ser traduzida em 30 minutos de caminhada diária, a um ritmo que nos torne ofegantes mas capazes de conversar com um companheiro ou atender o telemóvel, e ainda privilegiar o consumo de peixe e/ou medicamentos com ácidos gordos Ómega-3, para fazer subir o “bom colesterol”, e reduzir, também, os triglicerídeos, outra gordura do sangue, igualmente perniciosa, são medidas cruciais.

 

Ignorância é grande inimiga

Mas, em nosso entender, e isto já é do conhecimento dos media, o grande mal é que os “hipercolesterolémicos portugueses vivem na ignorância” pois os doentes com colesterol elevado não entendem as consequências da sua condição nem se apercebem que estão em risco de virem a sofrer um ataque cardíaco ou AVC. Os portugueses constam entre os piores informados no que respeita à patologia cardiovascular. De facto, como temos referido várias vezes, um dos maiores factores de risco das doenças cardiovasculares é a ignorância das populações. E é esta a tecla em que, insistentemente, teremos que continuar a bater para que, melhor informadas, as populações possam fazer subir “o bom colesterol”, e reduzir o seu “mau colesterol”, mas tendo sempre em mente a outra verdade em que insistimos: Sem colesterol não há vida!

 

Prof. Polybio Serra e Silva
Presidente do Conselho Geral da Fundação Portuguesa de Cardiologia

Temos que modificar o nosso estilo de vida no sentido duma alimentação pobre em gorduras animais e fritos e, se necessário, tratamento medicamentoso, para descer o “mau colesterol”.

Saúde Semanário

www.saudesemanario.com

Páginas: 1 2

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.