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Artrite reumatóide:» Uma das doenças reumáticas mais graves

15 Agosto, 2005 0

Diagnóstico precoce

Antes de ser instituído o tratamento adequado, é necessário fazer o diagnóstico. Este é feito, sobretudo, a partir dos sintomas e do exame físico do doente. Contudo, podem ser solicitados exames laboratoriais para ajudar a confirmar a suspeita do médico.

Apesar de ainda não haver uma terapêutica específica, uma vez que ainda se desconhece a causa fundamental da doença, todavia, existem medicamentos disponíveis que podem aliviar os quadros dolorosos, reduzir a inflamação, atrasar o desenvolvimento da doença e minimizar as complicações que lhe estão associadas. Para estes efeitos são utilizados analgésicos, anti-inflamatórios, corticosteróides e imunomoduladores, que são substâncias que modulam os agentes inflamatórios fabricados por causa da doença.

«A escolha da terapêutica dependerá, entre outros factores, do grau de actividade da doença e do seu estágio evolutivo», salienta Jaime Branco.

Além do tratamento farmacológico, existem outras abordagens terapêuticas.

Estas incluem a educação do doente.

É importante que saiba o que tem, que conheça tudo acerca da doença, o que ela representa e o que deve fazer em cada uma das fases da doença, e depois a reabilitação. A reabilitação é um grande passo na terapêutica da doença. Porquê?

«A reabilitação é importante porque vai ajudar o paciente a recuperar ou manter a sua capacidade funcional e a manter os seus músculos e articulações activas. Assim, o indivíduo, apesar de ter alguma incapacidade, tem a possibilidade de se integrar perfeitamente na sociedade, na família, no seu emprego e tem possibilidades de vir a fazer uma vida o mais normal possível e com qualidade», explica o reumatologista.

A cirurgia ortopédica (por exemplo, aplicações de próteses articulares) e não ortopédica é outra das abordagens terapêuticas possíveis para esta patologia, normalmente nas fases mais avançadas da enfermidade. Este tipo de terapêutica pode estar indicada quando há casos de destruições articulares e de outros tecidos que a doença possa ter produzido.

Esta é, sem dúvida, uma patologia que, para além do compromisso da qualidade de vida do doente, dificulta a realização das actividades do quotidiano e profissionais. Está, por isso, associada a elevadas taxas de absentismo laboral.

Como funciona a articulação?

A articulação é o encaixe de dois ossos, que permite a realização dos movimentos do corpo. Quando esta é afectada pelas doenças reumáticas deixa os movimentos bastante limitados.

Por ser uma zona muito sensível, a articulação é protegida por uma bolsa chamada capsulite articular, que é revestida interiormente pela membrana sinovial. Dentro dessa membrana está o líquido sinovial, formado por água e proteína, que funciona como lubrificante das superfícies ósseas.

Entre os ossos há a cartilagem, que é um tecido elástico, maleável, de superfície muito lisa e que serve como amortecedor para os ossos.
Por fim, em redor das articulações, a unir as extremidades ósseas que as constituem, existem uns cordões fibrosos que têm o nome de ligamentos. Estes ajudam a recuperar ou manter as articulações firmes.

Vanda Dias

Medicina & Saúde®

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