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Artrite reumatóide afecta 30 mil mulheres

5 Abril, 2009 0

A destruição progressiva e irreversível das articulações causada pela artrite reumatóide, doença que afecta predominantemente o sexo feminino, leva milhares de portuguesas a desistirem das suas carreiras profissionais em idade activa, o que acarreta graves consequências económicas e sociais.

No actual contexto de crise, as consequências económicas desta patologia podem assumir uma gravidade ainda maior. Ao abandonar o trabalho por incapacidade motivada pela doença, a mulher deixa de poder contribuir para o orçamento familiar. Ao mesmo tempo, as doentes mais desfavorecidas chegam a seleccionar os medicamentos que podem comprar, comprometendo assim a eficácia do tratamento e, consequentemente, a sua qualidade de vida.
As doenças reumáticas conduzem a 30 por cento dos casos de mobilidade limitada ao domicílio, sendo responsáveis por 60 por cento das situações de incapacidade prolongada para certas actividades da vida diária. Em idade activa, estas doenças representam 43 por cento dos dias de absentismo laboral por doença e 40 por cento das reformas antecipadas por doença.
A artrite reumatóide é primeira causa de incapacidade temporária. Afecta, sobretudo, mulheres em idade produtiva, no início de uma carreira profissional, que pretendem constituir família, e que, repentinamente, se vêem na impossibilidade de prosseguir com as suas actividades diárias nas vertentes mais diversas da sua vida (pessoal, familiar, social, profissional).

Segundo Arsisete Saraiva, presidente da ANDAR – Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide, “esta patologia reflecte-se em pesados custos individuais e sociais para quem dela sofre. No plano individual, altera a rotina diária, aumenta o isolamento e a dependência de terceiros, ficando por vezes acamados. Dificulta o acesso a actividades lúdicas, prejudica hábitos familiares e incapacita os doentes para o trabalho (com perda ou redução de rendimentos familiares, agravada pelos encargos financeiros da doença) e condiciona a vida sexual e de relação”. A responsável salienta ainda que “10 anos depois da doença ter sido diagnosticada, quase metade dos doentes estão reformados”.

 

Sobre a artrite reumatóide

• A artrite reumatóide é uma doença inflamatória crónica, de causa ainda desconhecida. Envolve particularmente as articulações, provocando dores nas mãos, punhos, cotovelos, joelhos e pés. Esta patologia, que atinge mais o sexo feminino do que o masculino, pode afectar também os olhos, o coração, os pulmões, os rins, o sistema nervoso periférico e provocar anemia.

• Surge com maior frequência na faixa etária dos 30-40 anos, afectando a capacidade produtiva do indivíduo bem como a sua vida familiar e social.

• A artrite reumatóide é tratável e deve ser acompanhada por um especialista, com experiência no diagnóstico e tratamento. Caso a doença seja descurada ou menosprezada, a mobilidade do doente poderá ficar reduzida.

• Os reumatologistas conseguem controlar hoje os sintomas em 90 % dos casos e obter a remissão da doença em 75% dos doentes. Quanto mais precoce o diagnóstico e o início do tratamento, melhores os resultados.

• Pode manifestar-se através de um ou mais episódios e a sintomatologia pode desaparecer, mas, em alguns casos, mantém-se activa durante toda a vida. O prognóstico é tanto melhor quanto mais precoce for o diagnóstico e o início do tratamento correcto.

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