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Alergias: Não há duas sem três…

16 Abril, 2014 0
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Mas nos verdadeiros casos de alergia, após a ingestão de alimentos que a desencadeiam – designadamente, leite de vaca, clara de ovo, peixe e marisco, amendoins, nozes, amêndoas e caju, trigo e feijão de soda – a resposta é quase imediata e passa por inchaço dos lábios, da boca e da garganta, mas também por urticária e comichão, náuseas, vómitos e diarreia, ainda que sejam possíveis sintomas mais severos como tonturas e dificuldade respiratória.

Ao contrário do que se pensa, chocolate, morangos, tomate e citrinos raramente causam verdadeiras alergias.

A prevenção passa por não ingerir alimentos agressivos, pelo que é imprescindível ler atentamente os rótulos dos produtos industrializados, à procura de indícios da presença dos alergenos. Num restaurante, é preciso conhecer os ingredientes dos pratos que se pedem, não vá o alimento nocivo estar disfarçado.

Uma pessoa com alergia alimentar tem mesmo de saber o que come.

Comichão partilhada

As alergias cutâneas são sinal de comichão, vermelhidão e manchas da pele. Urticária e dermatite atópica são as principais afecções alérgicas associadas à pele.

A dermatite atinge preferencialmente as crianças, de tal modo que em 80 por cento dos casos se manifesta durante o primeiro ano de vida. A secura da pele é a principal característica, porque a barreira cutânea deixa de conseguir manter a hidratação da pele, tornando-se igualmente permeável aos agentes irritantes exteriores.

Exsudação e descamação são outros sinais de uma doença que é traída pela extrema comichão que causa, podendo mesmo, em situações mais arrastadas, dar origem a feridas e infecções.

Estas lesões distribuem-se de forma desigual, consoante a idade do doente. Nas crianças mais pequenas localizam-se sobretudo na cabeça, por vezes atrás das orelhas, e nas partes extensoras dos braços e pernas; já nas crianças mais velhas e nos adultos, são mais afectadas as superfícies de flexão, o mesmo é dizer que as lesões se situam atrás dos joelhos e na frente dos cotovelos, sendo que nos adolescentes podem também surgir nas pálpebras e na região que circunda os lábios.

Sem cura, a solução passa por evitar as agressões, limitando o contacto com agentes alergénicos e cuidando do corpo no sentido de prevenir a excessiva secura da pele. Assim, o banho deve fazer-se com água tépida, preferindo o duche aos banhos de imersão e usando um hidratante, à base de ácidos gordos, a aplicar imediatamente após o banho, de modo a evitar a evaporação da água retida na pele. O vestuário deve ser de algodão, evitando a lã e os materiais sintéticos.

Estes são gestos diários que objectivamente ajudam. Mas pode ser necessário recorrer a anti-histamínicos orais, que permitem estabilizar a doença, e nas situações mais graves a terapia medicamentosa faz-se à base de corticóides, sob a forma de creme ou pomada ou comprimidos.

Coçar é uma tentação para quem sofre de dermatite atópica, partilhada por quem sofre de urticária, outra forma de alergia cutânea. Manchas de vários tamanhos, bem delimitadas e avermelhadas, são os sinais exteriores desta reacção alérgica da pele. Uma reacção que pode ser da responsabilidade de muitas substâncias: de alimentos como o marisco e os ovos ou de corantes, de medicamentos como certos antibióticos, do contacto com plantas ou exposição ao calor, ao frio ou ao Sol.

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