Água, um líquido fundamental
Necessidades diárias
O corpo humano perde água de várias formas. Através dos rins em forma de urina, como parte das fezes, através do pro-cesso de respiração e através da transpiração (suor). Podemos verificar que a ingestão de água é insuficiente, simplesmente, quando observamos a cor da urina. Quando esta situação acontece, os rins tentam compensar reservando a água e, portanto excretam uma urina mais concentrada, com uma coloração amarelada mais acentuada. Uma ingestão insuficiente crónica de água aumenta o risco de cálculos (pedras) renais ou cálculos na bexiga.
A quantidade de água perdida em cada 24 horas deve ser re-posta para manter a saúde e a eficiência do organismo. Regra geral, os adultos devem ingerir 35ml/Kg de peso, as crianças 50 a 60ml/Kg de peso e as lactentes 150ml/Kg de peso. Isto quer dizer que se uma pessoa pesa 70Kg (aproximadamente), ela deverá ingerir diariamente cerca de 2,5 litros de líquidos, por exemplo de sumos naturais, refrigerantes, chás, tisanas e alimentos que contenham água, mas a pessoa deve dar preferência à ingestão de água pura.
Factores que aumentam as necessidades de água
É necessário beber mais água quando estão temperaturas mais elevadas, enquanto se pratica exercício físico, no caso de febres, constipações e outras doenças. Como também é necessário ingerir maior quantidade de água durante a gravidez, tendo em vista a formação do líquido amniótico, o au-mento do volume de sangue e para atender as necessidades do feto, que está em desenvolvimento. Da mesma forma, as mães que estão a amamentar precisam de aumentar a ingestão de líquidos para produzir leite. O leite materno contém cerca de 87% de água.
É importante relembrar que algumas substâncias da alimentação aumentam a necessidade de água, como por exemplo o cloreto de sódio (vulgarmente designado como sal culinário).
A utilização de diuréticos ou de outros medicamentos/suplementos que aumentam as idas à casa de banho requerem uma ingestão adicional, ou seja, uma compensação de líquidos.
A importância da qualidade da água
A água mais segura para se beber é aquela tratada pelos sistemas de abastecimento público e depois filtrada em casa ou fervida. Contudo, isto não significa que não possam surgir problemas nessa água. As águas dos rios estão a ficar cada dia mais poluídas por resíduos domésticos e industriais, res-tos de fertilizantes, pesticidas e produtos químicos e nucleares – uma “junção” destes produtos podem causar sérios problemas para nossa saúde.
Estudos científicos demonstram que muitos casos de diarreia e infecções intestinais são atribuídos a intoxicações alimentares ou a outras causas, no entanto devem-se, na realidade, à ingestão de águas contaminadas.
Outro problema sério de saúde pública é a constante utilização por parte da população de água de furos contaminados. Em pessoas saudáveis, os problemas ocasionados pela ingestão deste tipo de água muitas vezes é superado em poucos dias, mas em pessoas com baixa resistência imunológica (crianças, idosos e doentes) isso pode ser fatal.
Uma opção: água engarrafada
O impacto causado pela constante contaminação das águas de fontes desconhecidas, da torneira, etc, aumentou o inte-resse das pessoas pelo consumo de água engarrafada. Mesmo assim, existem várias opiniões e desconfianças quanto às matérias-primas e conteúdos das várias garrafas disponíveis no mercado. Em geral, a dúvida maior põe em causa a procedência da água e por isso, devemos ficar atentos e procurar comprar as marcas mais consolidadas no mercado.
A seguir encontram-se alguns tipos de água engarrafada encontrados no mercado.
• Água potável: é vendida no mercado em garrafões, sendo retirada de qualquer fonte aprovada (rios, reservatórios, nascentes). Em seguida é filtrada e desinfectada e o conteúdo mineral pode ser ajustado.
• Água mineral: contém no mínimo 500mg de minerais por litro.
• Água com gás: contém dióxido de carbono para ficar com gás (ou também designado de “borbulhas”). Existem águas gaseificadas naturais que já vêm neste estado da própria fonte.
• Água termal: é retirada de fontes termais naturais.

