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400 mil portugueses têm glaucoma » O «ladrão sorrateiro» da visão

16 Fevereiro, 2007 0

E aponta a o procedimento ideal: «Tão importante como a avaliação da pressão ocular é o exame do fundo do olho – oftalmoscopia –, através do qual se observa a porção anterior do nervo óptico, onde surge a lesão mais típica do glaucoma – a perda das células nervosas, a que nós chamamos “escavação”.»

Hoje em dia, o diagnóstico precoce do glaucoma é auxiliado por aparelhos sofisticados, que calculam o número de fibras nervosas perdidas nos vários sectores do nervo óptico. «Assim», explica o especialista, «a doença é detectada antes de qualquer sintoma».

… Para tratar com eficácia

«A maior parte dos casos de glaucoma é controlada mediante a utilização de medicamentos sob a forma de colírios, ou seja, gotas de aplicação tópica ocular», conta António Figueiredo, mas desabafa que «o abandono da terapêutica é um dos problemas com que nos defrontamos nas situações crónicas».

O laser constitui a forma mais utilizada de prevenir e tratar os glaucomas de ângulo fechado. No entanto, «na maior parte dos glaucomas de ângulo aberto (os mais frequentes) a sua utilização é menos comum e a sua eficácia mais inconstante», menciona o oftalmologista.
Por fim, como declara o especialista, «a cirurgia é guardada para os casos de tensões oculares muito elevadas ou incontroláveis, ou quando os meios de diagnóstico mostram que a doença persiste em evoluir».

Geralmente, as operações podem ser feitas com anestesia local e sem necessitar de internamento.

E de futuro? António Figueiredo adianta: «A terapêutica de manipulação genética permitirá aumentar a resistência das células nervosas e corrigir os defeitos estruturais e, talvez mais cedo, os medicamentos neurorregeneradores que reabilitem as células nervosas e as tornem mais resistentes à hipertensão ocular.»

Quem está sob risco?

Podem ter glaucoma principalmente as pessoas com:

– Pressão ocular anormalmente alta;
– Mais de 45 anos;
– Histórico familiar de glaucoma;
– Ascendência africana ou asiática;
– Diabetes;
– Miopia elevada;
– Histórico de uso frequente e prolongado de esteróides ou cortisona;
– Alguma lesão ocular prévia.

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