Diabetes tipo 2: Uma Epidemia do Século XXI
Estão bem definidas as pessoas de maior risco – todos os que têm familiares com diabetes, os obesos, os que tiveram filhos ao nascer com mais de 4 quilos, os hipertensos, os que têm infecções de repetição, entre outros.
As recomendações são simples e fáceis de aplicar.
Faça exercício físico todos os dias pelo menos 45 minutos seguidos e idealmente 45 minutos duas vezes por dia. Faça ginástica de manutenção, ande a pé, bicicleta, faça natação etc. e arraste consigo toda a família.
Coma bem, fazendo uma alimentação fraccionada, ingerindo diariamente muitos legumes e hortaliças, reduzindo o sal e as gorduras, evitando as frituras, enchidos, salgados, bolos. Regresse às leguminosas secas tão do agrado dos nossos avós (as ervilhas, o feijão, o grão e as favas).
Faça rastreio em especial se tem mais de 45 anos ou se encontra dentro da população de risco.
Lembre-se que cerca de metade dos diabéticos não estão diagnosticados e a doença está a evoluir sem controlo e ainda que a diabetes do tipo 2 não dá frequentemente ou dá poucos sintomas antes de serem detectadas já complicações.
Devemos ter em mente que é possível mudar a história natural da diabetes prevenindo o seu aparecimento através da prática de estilos de vida saudáveis ou diagnosticando precocemente permitindo intervir compensando-a e interrompendo ou atrasando a sua evolução para as chamadas complicações tardias.
Dr. Luís Gardete Correia,
Endocrinologista
Ex-Presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia
Presidente da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

