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Café: Amigo ou inimigo?

11 Março, 2012 0

 

Malefícios do café

O café é irritante para a mucosa gástrica. “Há pessoas que têm determinada doença gástrica, cujo consumo de café pode agravar os sintomas. Depois, há o referido pequeno grupo de pessoas que são intolerantes e que podem ter uma contra-indicação relativa”, salienta o especialista.

A cafeína é uma substância biologicamente activa, que dá dependência. E a dependência manifesta-se através daquilo que todos os consumidores sentem: “Tenho de ir beber um café.” As pessoas precisam de café porque se habituaram “e o cérebro tem receptores prontos para o café que, quando a concentração baixa, nos pedem a sua ingestão. A pessoa que deixa de beber café fica com dores de cabeça. Há quem refira que tem uma enorme dor de cabeça durante o dia ou a noite e que desconhece que esta queixa pode resultar do intervalo muito longo entre a ingestão de duas chávenas de café.- é a chamada síndrome de privação de cafeína”, salienta Gorjão Clara.

 

Propriedades do café poderão reduzir o risco de cancro do fígado

O café, com o seu sabor, cheiro e cafeína, é um dos grandes prazeres da nossa sociedade e rotina diária de milhares de pessoas em todo o mundo para iniciarem o dia. A sua composição é muito complexa, misturando milhares de componentes químicos, sendo a cafeína a substância activa e o principal elemento.

Um relatório emitido pelo Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE) da Faculdade de Medicina de Lisboa revela que a ingestão moderada de café pode reduzir o risco de cancro hepático. De acordo com os investigadores deste centro português, esta conclusão pode ser explicada pelas quantidades consideráveis de antioxidantes que o café possui, que têm propriedades inibidoras da carcinogénese hepática, pelas acções anti-inflamatórias do café, que podem reduzir o efeito que a doença hepática crónica provoca na estrutura morfológica e funcional do fígado (fibrose e cirrose), ou pelo ferro, que é um conhecido carcinogénio hepático (os doentes com hemocromatose têm um risco elevado de CHC), pelo que a ingestão aumentada de compostos de polifenol existentes no café poderá manter um status de baixo armazenamento hepático de ferro, com diminuição de CHC

De salientar que o carcinoma hepatocelular (CHC) é o tumor maligno primário mais comum do fígado e uma das neoplasias de maior incidência mundial. Este cancro manifesta-se habitualmente no contexto de doença hepática crónica, especialmente na infecção pelo vírus das hepatites B e C e em doentes com cirrose hepática. De acordo com o relatório do CEMBE, a ingestão de três a quatro chávenas de café por dia pode diminuir adicionalmente o risco de doença hepática e de cirrose.

Jornal do Centro de Saúde

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