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Portugueses estão mal informados sobre os linfomas

3 Setembro, 2008 0

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Linfoma, que se celebra no próximo dia 15 de Setembro, a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL), com o apoio da Roche Farmacêutica, acaba de apresentar um estudo que revela que apenas 5.1 por cento dos portugueses que já ouviram falar de linfomas se considera bem informado sobre esta doença.

O estudo revela ainda que a grande maioria dos portugueses (62.9 por cento), não conhece ninguém que tenha sido afectado pela doença, 88.8 por cento não consegue especificar nenhum tipo de linfoma em particular e 45.8 por cento é incapaz de nomear qualquer tratamento.

No entanto, apenas 9.8 por cento admite que já procurou mais informação sobre os linfomas, nomeadamente sobre as possibilidades de cura (43.2 por cento), tipos de tratamento disponíveis (36.4 por cento), a sua duração (25 por cento), e grau de agressividade do cancro (22.7 por cento). Por outro lado, apenas 13.6 por cento dos portugueses refere ter conhecimento da existência dos linfomas por intermédio dos profissionais e instituições de saúde.

De acordo com o Dr. Herlander Marques, vice-presidente da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas “existe de facto um preocupante desconhecimento sobre o que são os linfomas, principalmente porque as pessoas não sabem que um linfoma é um cancro. Se tivesse essa noção acredito que procurariam mais informação e tomariam mais precauções”.

Embora mais esclarecida, também a população portuguesa já diagnosticada com linfoma demonstra um desconhecimento face à doença já que apenas 23.5 por cento considera estar bem informada e apenas 31.3 por cento considera ter um conhecimento muito satisfatório sobre os tratamentos existentes. Contudo, a grande maioria deste grupo da população já ouviu falar de linfomas de Hodgkin (70.4 por cento) e de linfomas não Hodgkin (43.6 por cento), os principais tipos de linfoma.

Os doentes com linfoma têm por hábito procurar informações sobre a doença (65.4 por cento) principalmente na internet (81.2 por cento) ou nas revistas (60.7 por cento). No entanto, 39.1 por cento desconhece a existência de associações de apoio a doentes.

As principais questões que os doentes com linfoma colocam aos seus médicos relacionam-se com a possibilidade de cura (77.1 por cento), a gravidade da doença (76.5 por cento), e as opções de tratamento (74.3 por cento).

Por outro lado, os doentes declaram gostar de envolvidos em todas decisões sobre os seus tratamentos (60.3 por cento) e optam por recorrer ao seu médico oncologista/hematologista para a adquirir (52 por cento).

O linfoma é um tumor maligno que resulta do crescimento anormal de células do sistema linfático e é considerado a quinta causa de morte relacionada com cancro nos homens e a sexta causa de morte relacionada com cancro nas mulheres.

“O diagnóstico da doença por vezes torna-se difícil, porque os sintomas podem ser confundidos com outras patologias. Os mais frequentes são cansaço, febre e gânglios aumentados desvalorizados por alguns doentes. Quando não são tratados adequadamente, alguns tipos de linfoma podem ser fatais em seis meses”, alerta o vice-presidente da APLL e responsável de Hematologia do Hospital S. Marcos, em Braga.

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