Portugueses estão mal informados sobre os linfomas
Este estudo foi efectuado pela Spirituc-Investigação Aplicada a indivíduos residentes em Portugal continental, de ambos os géneros, com idade superior a 18 anos. O processo de recolha de informação foi efectuado telefonicamente junto da população conhecedora de linfomas (uma amostra de 448 pessoas) e presencialmente junto da população com diagnóstico de linfomas (uma amostra de 179 pessoas).
Pedalar Contra o Linfoma
A Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL), em parceria com a Roche, anunciam o arranque da iniciativa Pedalar contra o Linfoma, uma corrida de bicicleta que terá lugar no próximo dia 13 de Setembro, pelas 10:30, no Parque da Cidade, no Porto.
Esta passeio de bicicleta, que visa sensibilizar a população para este tipo de cancro e que antecipa o Dia Mundial do Linfoma (que se assinala a 15 de Setembro), conta com a presença de Cândido Barbosa, personalidade de destaque no ciclismo nacional, que apadrinha oficialmente esta iniciativa e irá conduzir o pelotão solidário ao longo das ruas da cidade invicta.
As primeiras 500 inscrições, no valor de 20 euros, terão direito a bicicleta, capacete, uma t-shirt desenhada pelo estilista João Rolo (que também irá pedalar contra o linfoma) e um kit lanche. Os interessados em “pedalar contra o linfoma” podem inscrever-se no fim-de-semana de 6/7 de Setembro nos quiosques do evento colocados na Av. Brasil, no Porto, ou através do número 964.461.458.
Os participantes que desejarem levar a sua própria bicicleta, poderão fazer a inscrição por 5 euros, tendo direito a receber a t-shirt e o kit lanche. Todos os fundos recolhidos na corrida revertem para a Associação Portuguesa das Leucemias e Linfomas.
O estudo revela ainda que a grande maioria dos portugueses (62.9 por cento), não conhece ninguém que tenha sido afectado pela doença, 88.8 por cento não consegue especificar nenhum tipo de linfoma em particular e 45.8 por cento é incapaz de nomear qualquer tratamento.
No entanto, apenas 9.8 por cento admite que já procurou mais informação sobre os linfomas, nomeadamente sobre as possibilidades de cura (43.2 por cento), tipos de tratamento disponíveis (36.4 por cento), a sua duração (25 por cento), e grau de agressividade do cancro (22.7 por cento). Por outro lado, apenas 13.6 por cento dos portugueses refere ter conhecimento da existência dos linfomas por intermédio dos profissionais e instituições de saúde.
De acordo com o Dr. Herlander Marques, vice-presidente da Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas “existe de facto um preocupante desconhecimento sobre o que são os linfomas, principalmente porque as pessoas não sabem que um linfoma é um cancro. Se tivesse essa noção acredito que procurariam mais informação e tomariam mais precauções”.
Embora mais esclarecida, também a população portuguesa já diagnosticada com linfoma demonstra um desconhecimento face à doença já que apenas 23.5 por cento considera estar bem informada e apenas 31.3 por cento considera ter um conhecimento muito satisfatório sobre os tratamentos existentes. Contudo, a grande maioria deste grupo da população já ouviu falar de linfomas de Hodgkin (70.4 por cento) e de linfomas não Hodgkin (43.6 por cento), os principais tipos de linfoma.

