Mime a sua pele: contra o frio, a regra é hidratar - Médicos de Portugal

A carregar...

Mime a sua pele: contra o frio, a regra é hidratar

14 Fevereiro, 2014 0

Quando a temperatura exterior desce, a nossa pele é que paga. O incomodativo cieiro e as frieiras são das agressões mais comuns que o Inverno pode provocar. Para que a sua pele resista ao tempo frio, não basta usar casaco, gorro e luvas, há que cuidar e hidratar por dentro e por fora.

Elástica e resistente, a pele é o nosso escudo protector que todos os dias está sujeito às mais diversas agressões. Das temperaturas baixas e tempo seco típico do Inverno ao vestuário e ar quente que circula no interior das casas, o equilíbrio da epiderme está em constante ameaça. As mudanças bruscas de temperatura favorecem a evaporação da água à superfície da pele, diminuindo o seu grau de hidratação, por isso é comum evidenciar alguns sinais de cieiro e frieiras, abrindo caminho a fissuras e possíveis infecções.

Isto acontece quando o manto hidrolipídico que cobre a camada superior da pele é removido. Além de seca esta fica com pouca flexibilidade, sem protecção, mais vulnerável a eczema (inflamação da pele). Basta lembrar que a pele é constituída por várias camadas de células e milhares de glândulas sebáceas, as quais produzem uma secreção gordurosa que impede que a pele se desidrate, mantendo-a suave a macia. Contudo, existem vários factores que podem reduzir o manto hidrolipídico da pele – banhos prolongados, frequentes e quentes, sabonetes, champôs e detergentes, – deixando-a seca, descamada e irritada. Ora o ar seco e frio acelera a perda de hidratação da pele, o que é agravado pelo facto de nos países ocidentais e ditos desenvolvidos os locais de trabalho e as residências estarem equipadas com aparelhos de ar condicionado, que elevam a temperatura interior.

É que o ar que estes aparelhos libertam é tendencialmente um ar seco, logo mais um potencial agressor da nossa pele.

BANHOS QUENTES: O BEM QUE SABEM, O MAL QUE FAZEM

Com o tempo frio, é normal que se abuse na temperatura da água, afinal um banho quente é reconfortante e relaxante. Mas atenção, quente não deve ser a escaldar. E é de evitar ficar demasiado tempo debaixo do chuveiro. A água quente tem como efeito desidratar ainda mais a pele já que elimina a sua camada protectora.

O uso do sabonete é outro factor a ter em conta, pois também este contribui para remover o manto hidrolipídico natural da pele, devendo evitar-se os que contenham detergentes e optar-se por um que tenha na sua composição óleos gordos essenciais, glicerol e óleo, ou agentes de limpeza de origem vegetal (aveia coloidal).

Mas então, se os banhos não devem ser quentes nem se deve usar sabonete, o que fazer? O que os dermatologistas aconselham é um duche morno, com um sabonete o mais suave possível. E cuidados diferenciados para a pele do rosto, mais delicada e mais exposta do que a do corpo. Não a esfregue, use em vez do sabonete um creme desmaquilhante e remova-o com suavidade.

Findo o banho, faça da toalha uma aliada: retire o excesso de água com gestos suaves, sem esfregar, reduzindo ao mínimo o atrito. E depois hidrate a sua pele, de preferência com um creme emoliente à base de óleos, apropriada para peles secas ou muito secas.

A sua pele agradece.

[CONTINUA NA PÁGINA SEGUINTE]

Páginas: 1 2 3 4 5

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.