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A água e a gravidez

2 Dezembro, 2010 0

É a mãe quem fornece ao bebé toda a água de que ele vai precisar. Entre esta água encontra-se aquela que entrará na constituição das células e de todos os órgãos do corpo do bebé. Encontra-se, também, a água necessária à formação do líquido amniótico: o precioso “aquário” que o protegerá e nutrirá ao longo dos nove meses em que estará na barriga da mãe. As mães têm, assim, todas as razões para estarem atentas à sua hidratação.

Hidratação materna e bem-estar do bebé

Para avaliar o bem-estar do feto, ainda na barriga da mãe, fazem-se diferentes testes: medição do ritmo cardíaco, avaliação dos movimentos respiratórios e, um dos mais importantes, medição da quantidade de líquido amniótico. De facto, alguns investigadores descobriram que o volume de líquido amniótico pode aumentar se a mãe beber água, o que resulta numa melhor oxigenação do bebé. É, por isso, necessário assegurar que a mãe beba água suficiente ao longo de toda a gravidez.

 

O papel do líquido amniótico

A quantidade de líquido amniótico está directamente relacionada com a hidratação materna. No ventre materno, é este líquido que protege o bebé, mantendo-o a uma temperatura constante de 37ºC, evitando infecções e minimizando o impacto de choques físicos. O líquido é fundamental para o bem-estar do feto e é preciso estar atento às variações que apresente ao longo da gravidez. A quantidade de líquido aumenta proporcionalmente ao peso do bebé, durante os primeiros cinco meses, atingindo o pico aos oito meses (800 mL a 1 Litro) e diminuindo depois ligeiramente.

As principais funções do líquido amniótico são:
– protecção (térmica, mecânica e anti-infecciosa) do feto;
– desenvolvimento dos pulmões e dos membros (permite ao bebé movimentar-se).

 

A água e a saúde da grávida

A gravidez põe a mulher sob vigilância: qualquer alteração no organismo da mãe pode afectar o bebé. Várias investigações já provaram que uma boa hidratação diminui os riscos de infecções urinárias, mais frequentes nas mulheres grávidas devido às modificações do aparelho urinário. E a verdade é que as infecções urinárias podem, em certos casos, ser a causa de um nascimento prematuro. Uma hidratação correcta previne, ainda, as prisões de ventre: com a gravidez, o intestino fica comprimido, o que pode dificultar o trânsito intestinal. Beber muita água e consumir fibras alimentares, presentes nas frutas e legumes, pode ser a solução.

 

Mais peso… e mais água

Ao longo da gravidez, o organismo da mãe sofre alterações fisiológicas para responder às novas necessidades e a levar ao bebé as substâncias indispensáveis ao desenvolvimento. O aumento da água é uma das modificações mais importantes: durante a gravidez, a mãe é capaz de reter entre quatro e seis litros de água para assegurar as necessidades do bebé. As trocas de água entre o líquido amniótico e a mãe são incríveis: estima-se que corresponda a cerca de 460 mL por hora.

Jornal do Centro de Saúde

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