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Sexo depois dos 65? Sim, é possível

18 Dezembro, 2008 0

É comum ouvir-se falar do período da vida das mulheres correspondente à menopausa. Os sintomas são conhecidos, assim como as suas principais consequências. E o que se sabe acerca da andropausa? Tal como o organismo feminino, também nos homens existem transformações. O Jornal do Centro de Saúde quis saber mais sobre a andropausa e sobre a influência que este fenómeno tem na vida sexual dos homens a partir dos 65 anos de idade.

A andropausa, assim como a menopausa, é marcada por mudanças fisiológicas pertencentes ao processo de envelhecimento, registando um défice hormonal no organismo masculino. Segundo o Prof. La Fuente de Carvalho, urologista e presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA), “o termo andropausa tem vindo a ser substituído por hipogonadismo de Início tardio” e refere-se à “queda progressiva de testosterona, nomeadamente após os 40 anos, mas de forma mais significativa a partir dos 60”. Esta hormona, produzida pelos testículos, é responsável pelo crescimento da barba e dos pêlos, agindo inclusivamente no desempenho sexual do homem.

Ao contrário do que acontece com as mulheres durante a menopausa, as manifestações da andropausa não são facilmente detectáveis. Não existe uma etapa definida em termos de cessação de funções, como acontece com o fim da menstruação e da capacidade fértil nas mulheres. Nos homens, os sintomas são mais subliminares, podendo-se apontar uma diminuição da força e da massa muscular, redução dos pêlos corporais, ao aumento da irritabilidade e da gordura visceral e, sobretudo, a diminuição da prática sexual.

O Presidente da SPA explica que a “andropausa traz implicações ao nível da actividade sexual dos homens, uma vez que origina a diminuição do desejo e da frequência das erecções, que surgem com menor rigidez”. No homem, para além de existir relação entre este período e o desempenho sexual, não existe nenhuma pausa da sexualidade nem da fertilidade, existe, pois, uma modificação adaptada à idade biológica do indivíduo. Daí a existência de terapêuticas que ajudam os homens a ultrapassar esta etapa com uma melhor qualidade de vida sexual.

 

Como enfrentar a andropausa

La Fuente de Carvalho afirma que “os sintomas da andropausa podem agravar-se com o avançar da idade” e que, assim sendo, os homens a partir dos 50-55 anos devem consultar regularmente o seu médico de família numa perspectiva de prevenção global de saúde. “Se tiverem sintomas, devem referi-los ao médico. Deste modo, os doentes serão orientados em relação a possíveis análises e/ou tratamentos.”

Nesta corrida contra a idade, há factores que concorrem para um menor desempenho sexual, particularmente o consumo de álcool ou os hábitos tabágicos. Estes “vícios” podem influenciar e agravar a diminuição de testosterona no organismo masculino. De facto, a maioria dos homens julga que a diminuição da actividade sexual e o aparecimento dos sintomas ligados à andropausa estão intimamente relacionados com a idade e que o seu aparecimento é inevitável.

O urologista La Fuente de Carvalho explica que nem todos os homens envelhecem da mesma maneira e nem todos os órgãos são atingidos ao mesmo tempo. “Existem homens ‘velhos’ aos 50 anos e homens ‘novos’ aos 70. Tudo depende da saúde a nível global e da apresentação de factores de risco cardiovascular como a diabetes, a hipertensão arterial, o colesterol elevado, o consumo de álcool e de tabaco, o excesso de peso e uma vida sedentária.”

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