Sexo depois dos 65? Sim, é possível
Os mitos da andropausa
Talvez por se tratar numa questão “tabu”, que põe em causa a de virilidade masculina, a tendência ainda é para se “evitar” tocar no assunto andropausa. Segundo La Fuente de Carvalho, “existe um receio por parte dos doentes em abordarem estes temas com os médicos”. Os motivos são variados: “uns não falam por questões culturais, outros preferem não divulgar a sua intimidade; há os que entendem ser um facto natural da idade e outros que consideram que as suas capacidades estão a terminar e, por desconhecimento, não sabem vale da existência de tratamentos específicos que possam resolver os seus problemas”.
Não há motivos para não se falar sobre a Andropausa. É preferível abordar abertamente a sexualidade com o médico de família, explicar quais as dificuldades que existem, quais as limitações, os receios e os sintomas que, eventualmente, possam existir. Desta forma, o médico avalia a situação e aconselha tratamentos específicos e adaptados aos sintomas referidos pelos doentes. Os mitos devem ser quebrados, “os homens estão perante uma nova fase da sua vida e têm de esclarecer todas as dúvidas para que a consigam percorrer”, conclui o Presidente da SPA.
Sexo depois dos 65 anos
A Sociedade Portuguesa de Andrologia tem feito um esforço, durante os últimos anos, no sentido de informar e educar acerca da andropausa. La Fuente de Carvalho considera, no entanto, que “ainda estamos longe de atingir o nível desejado”, acrescentando que “ainda há trabalho por fazer”.
Hoje em dia, devido ao aparecimento de determinados fármacos no mercado, a actividade sexual depois dos 65 anos é ainda possível. “Estes medicamentos, pertencentes ao grupo dos Inibidores da fosfodiesterase tipo 5, ao inibirem a enzima intracelular, levam ao aumento da rigidez peniana”, explica o urologista. O tempo de actuação varia consoante o fármaco em questão, pelo que “devem ser administrados de acordo com os conselhos dos médicos”, informa La Fuente de Carvalho, adiantando que estas substâncias “melhoram o desempenho, mas não aumentam o desejo sexual”.
Antes de começar a tomar qualquer tipo de medicamento é importante consultar um médico, uma vez que os homens necessitam de uma avaliação inicial, de corrigir os factores de risco, de modificar os hábitos de vida e de receber orientação sobre como e quando tomar cada fármaco.
Apesar da segurança e da eficácia inerentes aos medicamentos receitados, estes devem ser administrados com a orientação de um profissional de saúde. “A actividade sexual é possível e desejável, após os 65 anos, já que influi na estabilidade emocional do casal”, conclui La Fuente de Carvalho. Devido à maior divulgação e formação relativamente aos fármacos que se podem tomar para melhorar o desempenho sexual, tem havido, por parte dos homens, uma procura crescente deste tipo de soluções nos últimos anos.
Andropausa não é disfunção eréctil
“O fenómeno andropausa não é sinónimo de disfunção eréctil”, diz o urologista. Há, porém, alguns factores que comprometem o desempenho sexual.
– A diabetes, a hipertensão arterial, o tabaco, o aumento do colesterol, a aterosclerose podem diminuir o fluxo sanguíneo e, por conseguinte, provocar dificuldades de erecção;

