Obstrução nasal aumenta o risco da Síndrome de Morte Súbita Infantil
Lisboa, 25 de Maio de 2006 – A obstrução nasal no recém-nascido e no lactente é um problema grave que está ainda muito subestimado em Portugal. Uma das consequências mais graves que podem advir da congestão nasal é o aumento do risco da Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSI).
Segundo uma avaliação feita aos familiares das crianças falecidas com SMSI, evidenciou-se uma menor saturação de O2 no sono. Estes dados indicam que o SMSI pode correlacionar-se com os distúrbios de ventilação durante o sono.
Esta síndrome afecta o primeiro ano de vida da criança, com um pico de incidência entre o segundo e o sexto mês de vida.
Durante os primeiros meses de vida, a primeira causa de obstrução nasal é o facto do bebé estar demasiadas horas deitado, no entanto, existem outras causas para o problema: constipações, gripes e rinites são as principais. No caso da obstrução nasal não ser tratada adequadamente, as complicações podem começar a ser evidentes desde cedo.
A primeira consequência da respiração não ideal é o risco de não haver um crescimento normal da criança, dado que a respiração incómoda dificulta a mamada.
No primeiro período de vida a respiração é maioritariamente nasal e uma disfunção, ainda que temporária, pode provocar uma alteração óssea definitiva do maxilar e da mandíbula.
No bebé a respiração difícil através do nariz pode trazer outras consequências, além da anteriormente referida, como: alterações estruturais e/ou malformativas, como o desvio do septo nasal; favorecendo o aparecimento rinopatias inflamatórias, rinites infecciosas e alérgicas, entre outras. As causas da obstrução podem ser iatrogénicas, como aspiração prolongada na sala de partos, fármacos e doenças endócrinas, como por exemplo o hipotiroidismo.
A obstrução nasal crónica agrava de forma radical a qualidade de vida da criança e dos pais ou educadores. Por outro lado, as perturbações do sono podem gerar alterações do comportamento, dificuldades de concentração e hiperactividade ou, pelo contrário, fadiga.
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