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Prémio Amélia da Silva de Mello distingue trabalho sobre hipercolesteremia familiar em Portugal

26 Junho, 2007 0

O júri do Prémio Amélia da Silva de Mello para as Ciências da Saúde, da José de Mello Saúde, presidido pelo professor e neurologista João Lobo Antunes, decidiu atribuir o galardão, no valor de 50 mil euros, ao trabalho “FAMILIAL HYPERCHOLESTEROLAEMIA IN PORTUGAL”, da autoria de Mafalda Vieira da Rocha Bourbon, colaboradora da Unidade de Investigação Cardiovascular do Centro de Biopatologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Este trabalho foi distinguido entre 39 apresentados a concurso, todos eles caracterizados por uma elevada qualidade.

Conforme refere a autora “a hipercolesteremia familiar é uma das mais comuns desordens genéticas associadas ao incremento de risco de doença cardiovascular prematura, tendo uma incidência, na maioria da Europa, de uma em cada 500 pessoas”.

O trabalho agora premiado analisa, pela primeira vez em Portugal, do ponto de vista clínico e genético, esta patologia que a investigadora do Instituto Ricardo Jorge estima que afecte mais de 20 mil portugueses.

Mafalda Bourbon adianta ainda que “a metodologia proposta no trabalho já esta a ser utilizada para o diagnóstico desta doença em Portugal ao mesmo tempo que permite a realização de testes genéticos de uma forma rápida, com a finalidade de identificar de forma precoce eventuais riscos em parentes próximos, a sua prevenção e consequente incremento da sua qualidade de vida”.

O júri decidiu ainda atribuir Menções Honrosas ao trabalho “Hyperserotonemia in Autism Spectrum Disorders: Genetic Basis” apresentado pelas investigadoras Astrid Moura Vicente, Ana Margarida Coutinho e Guiomar Oliveira, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, bem como ao trabalho “Altered BMP signalling in a cellular model of Oculopharyngeal Muscular Dystrophy” apresentado por Patrícia Silva Calado, Sandra Caldeira, Anita Gomes, Ana Rita Grosso, Natalie Throrne e Maria do Carmo Fonseca, do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

“Tal como a segunda edição do Prémio Amélia da Silva de Mello para as Ciências da Saúde, esta terceira edição foi um sucesso, não só devido ao número de trabalhos a concurso, que tem vindo a crescer, mas sobretudo pelo muito elevado nível de qualidade dos trabalhos analisados. Esta iniciativa da José de Mello Saúde é louvável. Mais uma vez constatamos que, no nosso País, temos investigação de alto nível”, considerou João Lobo Antunes, presidente do júri do Prémio e também do Conselho Científico da José de Mello Saúde.

O Prémio Amélia da Silva de Mello para as Ciências da Saúde é uma importante distinção bienal instituída em 2002 pela José de Mello Saúde, aberta a todos os profissionais de saúde, que visa galardoar trabalhos inéditos de investigação na área das Ciências da Saúde.

A entrega do Prémio realizou-se hoje, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, durante as X Jornadas dos hospitaiscuf.

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