Papel dos farmacêuticos europeus em debate
Numa Europa social e competitiva, que contributos podem os farmacêuticos dar para a implementação de uma agenda de saúde que salvaguarde o interesse dos doentes? Esta e outras questões estiveram ontem em debate, durante o simpósio anual do Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU), que reuniu em Portugal profissionais de 26 países.
Sob presidência portuguesa desde Janeiro, através de Luís Matias (da Direcção da ANF), os farmacêuticos europeus, empenhados na melhoria do sector da Saúde e, em particular, no acesso aos medicamentos em condições de segurança, analisaram neste encontro as alterações à regulamentação deste sector, ao mesmo tempo que apresentaram propostas conducentes à efectiva defesa do interesse público.
Daí a escolha do tema no sentido de mostrar que o PGEU e os farmacêuticos europeus estão activamente disponíveis e empenhados em serem parte das soluções que suportem esse desígnio.
Os trabalhos deste simpósio anual tiveram início com uma comunicação sobre os desafios que se colocam na área da saúde a nível europeu, a partir da qual foram discutidas as reformas em curso e as previsíveis, o impacto das mudanças introduzidas, bem como o papel de cada interveniente do sistema, nomeadamente o dos farmacêuticos. Esta matéria foi introduzida pelo Prof. Constantino Sakellarides.
O Fórum dos Medicamentos, respectivos objectivos e o modo como organizações como o PGEU podem contribuir para alcançar essas metas, tendo em conta a agenda comunitária, foram outros dos assuntos propostos.
As tendências no mercado farmacêutico, a concorrência, a forma como os farmacêuticos e as farmácias estão a ser, ou podem vir a ser, envolvidos nas mudanças em perspectiva, e os desafios que poderão enfrentar, num quadro de incentivos ao crescimento da indústria, completaram as intervenções da manhã, abrindo caminho para analisar a ameaça à vertente social dos serviços de saúde e os diferentes aspectos que convergem num sistema eficiente.
O segundo painel deste encontro prosseguiu com o debate sobre a contribuição do sector farmacêutico na conciliação de dois vectores eventualmente antagónicos: as exigências do mercado versus os objectivos de saúde pública. Trata-se de uma temática cara à actual presidência do PGEU, na medida em que é necessário acautelar os riscos que se correm se prevalecer uma visão comercial do sector farmacêutico, em detrimento de uma visão orientada para a saúde.
Sendo certo que o actual contexto europeu é de mudanças e desafios, o Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, José Aranda da Silva, concluiu este encontro, falando sobre os desafios que os profissionais portugueses do sector enfrentam e o modo como lhes respondem.
Entre uma Europa competitiva e uma Europa social, qual escolher? Neste simpósio, não se procuraram definir pistas para optar entre uma ou outra, mas sim debater o modo como podem coexistir e sustentar-se mutuamente.
Sob presidência portuguesa desde Janeiro, através de Luís Matias (da Direcção da ANF), os farmacêuticos europeus, empenhados na melhoria do sector da Saúde e, em particular, no acesso aos medicamentos em condições de segurança, analisaram neste encontro as alterações à regulamentação deste sector, ao mesmo tempo que apresentaram propostas conducentes à efectiva defesa do interesse público.
Daí a escolha do tema no sentido de mostrar que o PGEU e os farmacêuticos europeus estão activamente disponíveis e empenhados em serem parte das soluções que suportem esse desígnio.
Os trabalhos deste simpósio anual tiveram início com uma comunicação sobre os desafios que se colocam na área da saúde a nível europeu, a partir da qual foram discutidas as reformas em curso e as previsíveis, o impacto das mudanças introduzidas, bem como o papel de cada interveniente do sistema, nomeadamente o dos farmacêuticos. Esta matéria foi introduzida pelo Prof. Constantino Sakellarides.
O Fórum dos Medicamentos, respectivos objectivos e o modo como organizações como o PGEU podem contribuir para alcançar essas metas, tendo em conta a agenda comunitária, foram outros dos assuntos propostos.
As tendências no mercado farmacêutico, a concorrência, a forma como os farmacêuticos e as farmácias estão a ser, ou podem vir a ser, envolvidos nas mudanças em perspectiva, e os desafios que poderão enfrentar, num quadro de incentivos ao crescimento da indústria, completaram as intervenções da manhã, abrindo caminho para analisar a ameaça à vertente social dos serviços de saúde e os diferentes aspectos que convergem num sistema eficiente.
O segundo painel deste encontro prosseguiu com o debate sobre a contribuição do sector farmacêutico na conciliação de dois vectores eventualmente antagónicos: as exigências do mercado versus os objectivos de saúde pública. Trata-se de uma temática cara à actual presidência do PGEU, na medida em que é necessário acautelar os riscos que se correm se prevalecer uma visão comercial do sector farmacêutico, em detrimento de uma visão orientada para a saúde.
Sendo certo que o actual contexto europeu é de mudanças e desafios, o Bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, José Aranda da Silva, concluiu este encontro, falando sobre os desafios que os profissionais portugueses do sector enfrentam e o modo como lhes respondem.
Entre uma Europa competitiva e uma Europa social, qual escolher? Neste simpósio, não se procuraram definir pistas para optar entre uma ou outra, mas sim debater o modo como podem coexistir e sustentar-se mutuamente.
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