10 de Outubro » Dia Mundial da Saúde Mental
Em Portugal, existem cerca de 100 mil doentes esquizofrénicos, ou seja, cerca de um por cento da população nacional, números que acompanham a prevalência a nível mundial.
O seu início é geralmente precoce, afectando jovens entre os 16 e 25 anos.
O consumo de drogas ou o “stress” agravam a expressão da doença.
É uma doença mental caracterizada pela presença de alucinações, delírio e alterações várias nas capacidades de comunicação, afectos e pensamento.
Segundo um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, todos os anos surgem entre 7 a 14 novos casos em cada 100 mil habitantes, com idades compreendidas entre os 15 e os 54 anos.
O que é a Esquizofrenia?
A esquizofrenia é uma das doenças mentais mais graves e incapacitantes do mundo, não só para o doente mas também para toda a sua rede de relações sociais e familiares. Na prática, resulta numa profunda mudança da personalidade, do pensamento, dos afectos e do sentido da própria individualidade. É uma perturbação grave que leva o doente a confundir a fantasia com a realidade e que geralmente conduz a modos de vida inadaptada e ao isolamento social.
Em Portugal, existem cerca de 100 mil doentes esquizofrénicos, ou seja, cerca de um por cento da população nacional, números que acompanham a prevalência a nível mundial.
Trata-se de uma doença mental grave e incapacitante, que se encontra identificada praticamente em todo o mundo atingindo indiferenciadamente classes sociais e raças.
Quando poderá surgir?
O aparecimento da doença nos indivíduos ocorre normalmente entre os 16 e os 25 anos de idade em ambos os sexos.
O perfil do aparecimento da doença não é uniforme tanto no que se refere à altura do seu aparecimento como à forma como ela se revela, ou seja, varia de indivíduo para indivíduo e do próprio desenvolvimento da doença, sendo que a evolução da esquizofrenia pode ser caracterizada por dois estadios, súbito ou lento.
No estadio súbito, a doença manifesta-se rapidamente e tem uma evolução em escassos dias ou semanas, enquanto no estadio lento o diagnóstico precoce é muito mais difícil e pode mesmo levar vários meses ou anos até que se detecte.
No caso da evolução lenta, a esquizofrenia no grupo dos jovens adultos pode mesmo ser confundida com as chamadas crises de adolescência e por este motivo frequentemente desvalorizada. Desta forma, o isolamento, a quebra de rendimento escolar ou as alterações de comportamento são vistas pelos pais e professores como normais e passageiras.
Sintomas da doença
Os sintomas esquizofrénicos podem ser classificados em duas categorias:
Sintomas “Positivos”
– Delírios – ideias delirantes – (pensamentos irreais, como, por exemplo, as ideias de ser perseguido ou vigiado);
– Alucinações (percepções irreais – ouvir, ver saborear, cheirar ou sentir algo irreal – como, por exemplo, vozes que mandam fazer alguma coisa, ou comentam actos);
– Pensamento e discurso desorganizado (elaborar frases sem qualquer sentido ou inventar palavras);
– Agitação, ansiedade, impulsos.
Sintomas “Negativos”
– Falta de vontade ou de iniciativa;
– Isolamento social;
– Apatia;
– Indiferença emocional;
– Pobreza do pensamento.
A esquizofrenia, devido às suas características, foi durante muito tempo um sinónimo de exclusão social. No entanto, a partir da segunda metade do séc. XX, os avanços terapêuticos permitiram um maior conhecimento da doença apontando para novas soluções de tratamento impactando de forma positiva a qualidade de vida do doente.
Tratamento para a Esquizofrenia
A doença deve ser considerada nos seus diversos aspectos e o tratamento deverá actuar a vários níveis para conseguir manter ou reconduzir, completa ou parcialmente, o indivíduo a uma qualidade de vida aceitável.
O controlo da doença está sempre ligado à precocidade do diagnóstico.
Por outro lado, quanto mais precoce for o aparecimento da doença mais difícil será de tratar. Já se verificou que quanto mais tarde for feito o diagnóstico, pior é a evolução da doença, porque determinados mecanismos se estruturam, se consolidam, tornando-se mais complicado modificá-los.
O tratamento farmacológico é, portanto, fundamental, na medida em que permite obter melhores resultados, sobretudo quando combinado com a intervenção psicossocial que tende a minimizar o impacto de acontecimentos derivados do contexto em que o doente vive. Por esse motivo, devem ter lugar intervenções individuais e de grupo, tais como psicoterapia, reabilitação e aprendizagem social, sempre a desenvolver em estruturas adequadas.
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