10 de Outubro » Dia Mundial da Saúde Mental
Além disso, estudos realizados até à data demonstraram que a combinação das diversas estratégias de tratamento também permite diminuir a ocorrência de recaídas.
Na prática, a nova orientação na terapêutica fundamenta-se em três critérios:
A. Intervenção precoce
B. Tratamento farmacológico orientado e individualizado, tirando partido da eficácia dos fármacos de nova geração que permitem diminuir a sintomatologia e com menos efeitos secundários, melhorando a adesão do doente ao tratamento
C. Intervenção de reabilitação que poderá actuar cada vez melhor, graças à capacidade de resposta do indivíduo às solicitações da reinserção.
Assim, novos medicamentos para a esquizofrenia são sempre desejados pelo aumento das probabilidades de tratamento com sucesso e serão sempre escassos face ao peso da doença.
Nesta matéria, o mais recente avanço na luta contra a esquizofrenia foi lançado recentemente em Portugal um novo antipsicótico cuja substância activa é a ziprasidona.
Este antipsicótico é eficaz no tratamento de doentes esquizofrénicos e tem um perfil de tolerabilidade superior aos outros medicamentos da sua classe. A ziprasidona melhora a qualidade de vida do doente, verificando-se uma melhor adesão à terapêutica
Os doentes esquizofrénicos apresentam frequentemente alterações em vários parâmetros de saúde como sejam os níveis de triglicéridos, colesterol e prolactina, peso corporal, diabetes e perturbações do movimento, que podem ser decorrentes da própria doença, mas que na sua maioria são decorrentes do tratamento com antipsicóticos.
A este nível, a ziprasidona apresenta um melhor perfil de tolerabilidade, destacando-se as suas vantagens de não interferência nesses parâmetros. Além disso, verificou-se que também os doentes que abandonaram tratamentos anteriores e iniciaram ziprasidona podem beneficiar desses efeitos.
“ As investigações demonstram uma taxa de remissão de mais de 80% entre os doentes esquizofrénicos que receberam (no primeiro episódio) uma terapêutica imediata com fármacos antipsicóticos”.
S. Charles Schulz, M.D.
Para mais informações sobre a doença:
ASSOCIAÇÃO DE EDUCAÇÃO E APOIO NA ESQUIZOFRENIA – AEAPE
Hospital Júlio de Matos
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Pavilhão 21 R/C
1749-002 Lisboa
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