Osteoporose: Quando os ossos começam a enfraquecer
A osteoporose “é uma doença que provoca uma diminuição da resistência dos ossos que assim ficam mais frágeis e partem com mais facilidade, ou seja, com traumatismos mínimos que, em princípio, não partiriam um osso normal”, explica a Dr.ª. Viviana Tavares, reumatologista e presidente da Associação Nacional contra a Osteoporose (APOROS).
As mulheres que se encontram na fase posterior à menopausa e os idosos são o principal grupo de risco. Nos cinco ou dez anos após a menopausa, devido à perda de estrogénios, há uma perda considerável e rápida de densidade óssea nas mulheres. Segundo afirma Viviana Tavares, as mulheres que entram cedo na menopausa (antes dos 40 anos) “apresentam um risco superior de virem a ter osteoporose”.
A osteoporose não manifesta sintomas, daí que o doente apenas se aperceba de que tem a doença quando sofre uma fractura, momento em que surgem as dores. Um dos problemas é que, frequentemente, a fractura vertebral ocorre sem os doentes se aperceberem. Nas fracturas dos ossos longos, há um período de dor mais intensa, mas, após quatro a seis semanas, a consolidação da fractura está feita sem problemas. Já a fractura da anca, que atinge mais os idosos, é a mais grave por aumentar a morbilidade e a mortalidade.
De acordo com a especialista, as fracturas são mais frequentes nos ossos do punho, nas vértebras, na anca – fractura do colo do fémur e no ombro (colo do úmero), embora qualquer osso possa partir como consequência da osteoporose. Geralmente, ocorrem devido a uma queda ou traumatismo mínimo mas as fracturas vertebrais podem ser originadas mesmo sem qualquer traumatismo aparente. No entanto, nem todas as pessoas com osteoporose sofrerão fracturas.
Diagnóstico
A existência de fracturas derivadas de traumatismos – mesmo que sejam mínimos – facilita o diagnóstico, embora este deva ser realizado antes da sua ocorrência. Para o Prof. Jaime Branco, reumatologista e presidente da Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas (LPCDR), a densitometria óssea é o meio de elaborar o diagnóstico operacional. “Trata-se de um método standard que mede a massa óssea ao nível do fémur proximal e da coluna lombar (entre as vértebras 2 e 4).”. Ressalva, no entanto que “não é um exame de rastreio para todas as mulheres que entram na menopausa”. Ou seja, deve ser realizado apenas quando estão presentes factores de risco. Embora, a sua realização seja aconselhada, para despistar a doença, no caso de mulheres com mais de 65 anos e homens com mais de 70.
Consolidação dos ossos
A fase da adolescência é fundamental na construção da massa óssea, já que corresponde ao período em que se adquire a maioria da densidade óssea. “Quer para raparigas, quer para rapazes, a fase entre os 13 e os 15 anos é crucial. Depois de parar o crescimento em altura, o osso continua a ganhar espessura, como se fosse uma árvore, até aos 30 anos, idade em que se atinge o pico de massa óssea, ou seja, a quantidade máxima de massa óssea”, explica Viviana Tavares.
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